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Sócrates antes da morte, reafirmando aos discípulos as suas convicções filosóficas!

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Atividade complementar 0001/2010 - Vale tudo por dinheiro

E.E.E.M Professora Deuzuíta
Texto Complementar
Disciplina: Filosofia
Professor: Sérgio Ricardo

a) Leia o texto todo e procure entendê-lo antes de responder qualquer pergunta.
b) Se alguma frase ou idéia não ficou clara, releia o texto.
c) Só então procure responder ou refletir em cima do texto.

Vale tudo por dinheiro

De tanto noticiarem crimes hediondos de latrocínio e seqüestros, nossos jornais parecem estar escritos com o sangue das vítimas e dão a impressão de que voltamos à mais absurda barbárie, se é que alguma vez estivemos livres dela. São assassinatos, latrocínios, seqüestros e tantos outros, diante dos quais a polícia se sente impotente, quando ela mesma não é conivente e até participante. E os protagonistas de tanta criminalidade pertencem a todas as classes sociais, econômicas e culturais. Fazem parte de todas as profissões e não conhecem limite de idade. Trata-se de uma verdadeira "globalização" do crime.
As prisões para tantos malfeitores não só são insuficientes, mas se tornaram verdadeiras universidades do crime, onde os criminosos mutuamente trocam suas experiências e aperfeiçoam seus métodos. Todo mundo está preocupado com a situação e busca, em vão, o remédio para combatê-la. Uns propõem ações punitivas mais duras, outros, com melhor aparelhamento e eficiência dos encarregados da segurança. Há os que buscam as causas na situação sócio-econômica e nos problemas de ordem psíquica.
Tudo Isso pode ajudar a minorar os efeitos, mas não combatem a causa. E são muitas vezes uma maneira de absolver a própria sociedade da sua parte de responsabilidade na situação.
Tais criminosos são detestáveis e suas ações hediondas. No entanto, temos que confessar que eles agem dentro de uma lógica - diabólica, sim mas real. Erram, mas erram de acordo com um princípio que a maioria admite, contanto que não lhes traga problemas. Refiro-me à norma de pensar e agir que grande parte admite - consciente ou inconscientemente - e que deu o nome a um quadro de televisão: "Vale tudo por dinheiro".
Adotado esse princípio, tudo é válido, desde que proporcione dinheiro e vale tanto mais, quanto mais dinheiro se conseguir. Nesse sentido se compreende a lógica do assaltante de banco, do seqüestrador, do ladrão, das "máfias" do orçamento, das vendas de carteiras de motorista, das propinas, dos assassinatos por encomenda e de tudo o mais.
As conseqüências vão muito além desses crimes que chocam pela sua barbaridade. Por causa dele, tudo - mas tudo mesmo - se vende por dinheiro. Desde o voto e a consciência na atividade legislativa e judiciária, a privilégios na área do executivo. Diante dele, todos os verdadeiros valores humanos não relativizados: Verdade, consciência, amor. e a própria dignidade pessoal, que não se mede mais pelo que se é, mas pelo que se tem ou pretende ter.
Só há um meio verdadeiramente eficiente de debelar toda essa onda de decadência moral que está na raiz de tanta criminalidade. É a própria sociedade, em todos os níveis - dirigentes e povo - tomar consciência de sua própria responsabilidade e fazer um esforço coletivo, constante e intenso na formação da consciência de crianças e jovens sobre os verdadeiros valores humanos e cristãos que devem orientar a vida particular, familiar, profissional e pública.
Mas isso não se faz apenas com belos conselhos. A atuação dos adultos é decisiva no desenvolvimento dos critérios que nortearão a vida das futuras gerações. É no modo de agir de seus pais, professores e líderes que os jovens de hoje aprenderão a ser os homens e mulheres de amanhã. Se aqueles continuarem a ensinar, pelo seu modo de ser e de agir, que o dinheiro é o supremo valor, não haverá medidas preventivas ou curativas que impeçam o agravamento da situação.
Lamentemos o quadro pintado de sangue que os jornais nos apresentam. Punamos os criminosos. Procuremos reforçar os diques que asseguram o bem estar da sociedade. Mas sejamos lógicos e sinceros: Reconheçamos a nossa parte de responsabilidade. A sociedade deu aos criminosos um princípio. Eles - sem os inocentar - apenas tiraram as conseqüências desse princípio que muitos - consciente ou inconscientemente - lhes ensinamos: "Vale tudo por dinheiro".
Questões:
1 – Em sua opinião, lendo esse texto, o que corresponde a verdade dos fatos apresentados? Justifique.
2 – O texto fala da decadência moral que está na raiz da criminalidade. Localize uma passagem que justifique essa decadência e explique-a a luz da sua realidade social.
3 - Você concorda com os argumentos expostos no presente texto? Justifique sua resposta.
4 - O que o texto critica? E qual a principal razão que o texto se vale para fazer essa crítica?
5 – Elabore uma apreciação crítica sobre o texto, refutando ou concordando com o mesmo.
6 – Segundo o autor, dentro do tema enfocado, qual a questão central ?
7 – A luz do texto; Que compromisso precisamos assumir no ambiente em que vivemos ou atuamos para mudar esta realidade?

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