Você concorda com a redução da idade penal!

Frases e Pensamentos

" Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." Confúcio





PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,

PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.





"A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces . Aristóteles





Coyothe

Filosofar é reaprender a reconstruir realidade a luz da razão!



A leitura abre novos horizontes no processo de apropriação do conhecimento!

  • A filosofia e o Cotidiano: Caminhos para o pensar - Jorge G. Paulus
  • A República dos Sonhos - Nélida Pinon
  • Em busca da transformação: A filosofia pode mudar sua vida - Waldir Pedro
  • Grande Sertão Veredas - João Guimarães Rosa
  • M emórias do Carcere - Graciliano Ramos
  • Manuelzão e Minguilim - João Guimarães Rosa
  • O Mulo - Darcy Ribeiro
  • O Retrato I e II - Erico Verissímo
  • O Sentido da Vida - Flávio Gikovate
  • Sagarana - João Guimarães Rosa
  • Teatro Completo - Nelson Rodrigues
  • Viva o Povo Brasileiro - João ubaldo ribeiro
  • Ética e Cidadania : Caminhos da Filosofia - Silvio Gallo

Sócrates antes da morte, reafirmando aos discípulos as suas convicções filosóficas!

Sócrates antes da morte, reafirmando aos discípulos as suas convicções filosóficas!

Pesquisar este blog

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Texto complementar - 0005/2010 - Conceito de ética

Conceito de ética
1. O que são normas morais?
Por tópicos:
- As normas morais são regras de convivência social;
- As normas morais obedecem sempre a três princípios:
o auto-obrigação,
o universalidade,
o incondicionalidade;
- São sempre importantes, mesmo que não efectivamente cumpridas.

As normas morais são regras de convivência social ou guias de acção, porque nos dizem o que devemos ou não fazer e como o fazer.
As normas morais obedecem sempre a três princípios. Primeiro que tudo, são sempre caracterizadas por uma auto-obrigação, ou seja, valem por si mesmas independentemente do exterior, são essenciais do ponto de vista de cada um. Também são universais, e são universais porque são válidas para toda a Humanidade, ninguém está fora delas e todos são abrangidos por elas. Por último, as normas morais são também incondicionais, visto que não estão sujeitas a prémios ou penalizações, são praticadas sem outra intenção, finalidade.
Mesmo que não sejam cumpridas, as normas morais existem sempre, na medida em que o Homem é um ser em sociedade e nas suas decisões tenta fazer o bem e não o mal. E por vezes, mesmo que as desrespeite, o Homem reconhece sempre a sua importância e o poder que elas têm sobre ele.

2. Qual a diferença entre a moral e a ética?
Por tópicos:
- A moral tem um carácter:
o Prático imediato
o Restrito
o Histórico
o Relativo
- A ética:
o Reflexão filosófica sobre a moral
o Procura justificar a moral
o O seu objecto é o que guia a acção
o O objectivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana

Apesar de terem um fim semelhante: ajudar o Homem a construir um bom carácter para ser humanamente íntegro; a ética e a moral são muito distintas.
A moral tem um carácter prático imediato, visto que faz parte integrante da vida quotidiana das sociedade e dos indivíduos, não só por ser um conjunto de regras e normas que regem a nossa existência, dizendo-nos o que devemos ou não fazer, mas também porque está presente no nosso discurso e influencia os nossos juízos e opiniões. A noção do imediato vem do facto de a usarmos continuamente. A ética, pelo contrário, é uma reflexão filosófica, logo puramente racional, sobre a moral. Assim, procura justificá-la e fundamentá-la, encontrando as regras que, efectivamente, são importantes e podem ser entendidas como uma boa conduta a nível mundial e aplicável a todos os sujeitos, o que faz com que a ética seja de carácter universalista, por oposto ao carácter restrito da moral, visto que esta pertence a indivíduos, comunidades e/ou sociedades, variando de pessoa para pessoa, de comunidade para comunidade, de sociedade para sociedade. O objecto de estudo da ética é, portanto, o que guia a acção: os motivos, as causas, os princípios, as máximas, as circunstâncias; mas também analisa as consequências dessas acções. A moral também se apresenta como histórica, porque evolui ao longo do tempo e difere no espaço, assim como as próprias sociedades e os costumes. No entanto, uma norma moral não pode ser considerada uma lei, apesar da semelhança, porque não está escrita, mas sim como base das leis, pois a grande maioria das leis é feita tendo em conta normas morais. Outra importante característica da moral (e esta sim a difere da lei) é o facto desta ser relativa, porque algo só é considerado moral ou imoral segundo um determinado código moral, sendo este diferente de indivíduo para indivíduo. Finalmente, a ética tem como objectivo fundamental levar a modificações na moral, com aplicação universal, guiando, orientando, racionalmente e do melhor modo a vida humana.

3. A ética aplicada
Cada vez é mais necessária uma ética aplicada, uma ética que coexista com o quotidiano das pessoas. Esta ética deve ser específica, dividida em ramos, para melhorar analisar cada situação, sendo um bom exemplo disso os códigos éticos para as diferentes profissões. Isto acontece porque as pessoas têm que entender que as suas acções têm consequências não só para si mas também para os outros, e que estas não podem ser encaradas só de um ponto de vista. (dar um exemplo: clonagem, personalismo, bioética, ética da informação, ética do jornalismo, etc.)

4. Para entender melhor Etica e Moral
Cada vez mais o mundo discute ética e moral, muita gente fala sobre isso, mas nem entendem o porquê da moral ou o porquê da ética.
A grande verdade é que o homem hoje tem dificuldade de compreender o verdadeiro sentido da moral, por que ao pensar em moral, costuma imaginar alguma coisa ligada a regras e proibições.
Para nos aproximarmos do verdadeiro sentido de ética e da moral, temos que nos aproximar de Tomas de Aquino, que entendia a moral "como um processo de auto-realização do homem; um processo levado a cabo livre e responsavelmente e que incide sobre o nível mais fundamental, o do ser-homem..." ou seja, essa é uma questão que diz respeito ao que se é enquanto homem.
Isso significa que a moral vista desta forma, "pressupõe antes e acima de tudo o conhecimento: um conhecimento que, refere-se a um único fundamento: o próprio ser do homem, a natureza humana". "Deste modo, toda norma moral deve ser entendida como um enunciado a respeito do ser do homem; e toda transgressão moral traz consigo uma agressão ao que o homem é".
Entendido essa questão, passamos a pensar no homem de hoje, e no contexto profissional a qual ele está inserido. Se pensarmos que todo o profissional é um ser humano, então para que ele possa se realizar plenamente em sua natureza de homem, ele automaticamente deve subordinar-se a ética e a moral.
Porém não devemos entender que uma vez que o trabalho é realizado por homens, essa ação já traga em si o componente moral, ético, bom, correto e verdadeiro.
"Devemos ver essas questões sob o mesmo ponto de vista que vemos a virtude assim como o seu oposto, o vicio (a virtude é um hábito bom, o vicio um hábito mau)".
Nesses dias a própria palavra hábito causa aversão. Porém habito é simplesmente uma qualidade adquirida (auto-adquirida e livremente desenvolvida) que facilita e aperfeiçoa a ação e aperfeiçoa também o próprio homem.
O mesmo ocorre com a moral: adquiri-se, por exemplo, a virtude da justiça na medida em que não nos custa dar ao outro o que lhe é de direto.
Assim como disse Tomas de Aquino, "as virtudes nos aperfeiçoam para que possamos seguir devidamente nossas inclinações naturais". A aquisição de virtudes é auto-educação para aquilo que objetivamente é bom (coincida ou não com espontaneidade).
Se essa é a verdadeira vocação do homem, então para sermos felizes como profissionais, devemos nos realizar como seres humanos no que diz respeito a ética e a moral. Se pensarmos nas organizações, deveríamos entende-las, como um local de exercícios, um local onde os profissionais pudessem adquirir e praticar hábitos bons que não apenas os ajudassem a se realizar com ser humanos, mas também um local em que eles pudessem ajudar as suas organizações a se perpetuarem e a crescerem como corporações cientes e engajadas no seu tempo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário