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Sócrates antes da morte, reafirmando aos discípulos as suas convicções filosóficas!

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Primeiros anos - texto 003/2010 O Que é Filosofia?

O Que é Filosofia?

Todas as pessoas têm características diferentes, apresentando variados tipos de gostos, uns gostam de cozinhar, outros gostam de praticar esportes, uns praticam vôlei, outros basquete, ou seja, cada indivíduo tem aptidão que nem sempre é a mesma de outro indivíduo. As pessoas são diferentes uma das outras, se interessam por assuntos diferentes, mas tem algo na vida que interessa a todos, ao menos deveria interessar. É claro que se eu perguntar para uma pessoa, que more em um país muito frio, o que é mais importante na vida, ela responderá que gostaria de estar sempre aquecida. Para alguém que mora em um país muito quente ela responderá que seria muito importante a existência de locais frescos e arejados, para alguém que passa fome a comida será o mais importante, para um atleta que treina todos os dias o mais importante é competir para chegar em 1º lugar, para um estudante que passa o ano inteiro se dedicando aos estudos, fazendo cursinho, o mais importante será passar no vestibular. Mas será que existe algo mais importante, que seja fundamental para a vida? É claro que todo ser humano considera algo em sua vida muito importante, como os exemplos citados acima. Mas existe algo que é mais importante ( ao menos os filósofos acham isso ) pois é um interesse comum a todas as pessoas, e este interesse é o de saber quem somos e o porque vivemos.
Este é um assunto que sempre interessou ao homem desde antigamente. Saber como surgiu o universo, a vida, o mundo, o porque que surgiu, quem criou, ou será que realmente foi criado? Portanto essas questões são muito mais importante pelo fato de estar por trás de qualquer outra questão e preocupação do cotidiano. E a melhor forma de se aproximar da filosofia é através das questões filosóficas, que seria questionar: porque existimos? Quem sou eu? Quem criou o mundo? Para onde vamos quando morrermos? Como devemos viver? E, com certeza, todas as pessoas já pararam para pensar nessas questões ao menos uma vez na vida. E mesmo sendo pensadas e discutidas, são questões que até os dias de hoje não foram respondidas com toda a certeza, ou comprovadas. O máximo que se pode encontrar é opiniões de outras pessoas a respeito dessas questões, as quais podem ajudar a formar nossas opiniões.
Essas questões geram polêmicas pois os pensadores têm cada um uma visão, uma forma de responder às questões filosóficas.
O que sabemos é que com certeza cada questão colocada tem uma resposta única, mais qual será essa resposta? Algumas questões colocadas na antigüidade foram respondidas pela ciência ao passar dos anos, ou melhor, existem coisas que hoje em dia parecem óbvias, mas em algum momento da história foram motivos para reflexão e questionamento, sendo que muitas pessoas encontravam "respostas" equivocadas para essas questões, que hoje em dia aos nossos olhos essas respostas são fantasiosas, pois sabemos realmente qual é a verdade.
Um dos filósofos da antigüidade ( no mundo grego ) dizia que a filosofia era a capacidade que se tem de admirar-se com as coisas.
Em uma apresentação de mágica percebemos que há truques quando o mágico tira um coelho da cartola, mas não sabemos que truque o mágico utiliza. Percebemos então que o mundo é tão misterioso quanto a retirada de um coelho em uma cartola vazia. A diferença é que a mágica é ilusão, truque, enquanto o mundo é algo real, concreto, pois pertencemos a ele.
Podemos comparar o mundo com o coelhinho, e os filósofos seriam aqueles que se esforçam para chegar à ponta dos pêlos do coelho para ter uma visão mais ampla à respeito do mistério que rodeia o mundo, pois estando, com muito esforço, na ponta do pelo do coelho é mais fácil encarar o grande mágico, diferente de quem fica na base do pelo do coelho, que por ser mais cômodo prefere ficar lá em baixo, mesmo que seja para ter uma visão distorcida à respeito do grande mistério, do grande mágico.
Uma estranha criatura
Retomando o que o antigo filósofo dizia; "a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas". Um exemplo ilustrativo para esta afirmação é a comparação de um filósofo com uma criança, pois sabemos e percebemos a forma que os bebês olham admirados para coisas que ao nosso ver são comuns e óbvias, portanto os bebês tem a mesma admiração que um filósofo, mas é claro, quando essas crianças crescem elas perdem essa capacidade de se admirar com as coisas, pois já estão acostumadas com o que vê. E supondo que esses bebês soubessem falar perceberíamos sua admiração não só pela forma que eles olham para as coisas, mas pelas questões que eles fariam.
As primeiras vezes que as crianças vêem, por exemplo, um gato, elas ficam agitadas, entusiasmadas e admiradas, enquanto nós que já estamos acostumados em ver um gato achamos uma tremenda besteira essa agitação da criança.
Um verdadeiro filósofo tem que questionar tudo, levar todas as hipóteses em consideração, e nunca achar nada óbvio, pois quem pode garantir com toda a certeza do que você é? Você sabe quem é você? Sabe de onde veio? Porque veio? Com essas questões percebemos que somos seres realmente misteriosos.
Outro exemplo que podemos dar sobre o assunto é, por exemplo, uma criança de mais ou menos 3 anos vê seu pai flutuando no ar, o que ela iria achar da situação? Completamente normal, pois está acostumada a ver seu pai fazer varias coisas estranhas, mas se a mãe dessa criança vê seu marido flutuando ela vai levar um tremendo susto, poderá até desmaiar. Ou seja, para a criança nenhuma situação é impossível, enquanto a mãe criou hábitos e conceitos de que por exemplo, não é possível um ser humano flutuar.
Um verdadeiro filósofo seria como essa criança, mas infelizmente essas crianças vão crescendo e criando hábitos, perdendo a capacidade de admirar-se com as coisas.
Mesmo que essas questões filosóficas sejam essenciais para a vida de qualquer ser humano, nem todas as pessoas se tornam filósofas. Essas pessoas se acostumaram com o cotidiano, acham o mundo absolutamente normal, ocupam o tempo com assuntos cotidianos sem pararem para pensar em assuntos primordiais. Essas pessoas são aquelas que vivem na base dos pêlos do coelho, um lugar mais confortável e cômodo, no caso dos filósofos e das crianças isso não acontece, pois os filósofos nunca podem se habituar com as coisas e nem se acostumar com o mundo e sim serem sensíveis e admirados com tudo ao seu redor.
Resumindo a idéia do coelho branco, e fazendo novamente um paralelo com nossa vida. O coelho é o mundo, as crianças nascem na ponta do pelo do coelho, com o passar dos anos essas crianças vão crescendo e descendo até a base do pelo do coelho, pois não se admiram mais com os inúmeros números de mágicas a quais assistem. Ao chegarem à base se sentem tão confortáveis que não vêem necessidade de subir até a ponta dos pelos, mas os filósofos e somente eles têm a ousadia de subirem até às pontas dos pelos, e lá de cima gritam para os que estão lá embaixo. E essas pessoas não dão nenhuma atenção e acham uma tremenda falta do que fazer ouvir um filosofo ou, pior ainda, ser um deles.

Os mitos
A visão mitológica do mundo
A filosofia teve início na Grécia antiga por volta de VI aC . Antes dela surgir, as perguntas mais freqüentes, como por exemplo, quem criou o homem? Entre outras questões eram respondidas através dos mitos, ou seja, os vários tipos de religiões. Os mitos eram de uma certa forma contos inventados com a intenção de explicar questões misteriosas para o homem. E os filósofos eram aqueles que não se contentavam com essas explicações mitológicas, eles procuravam outra forma para responderem à essas questões e procuravam também mostrar para as outras pessoas que essas "histórinhas" mitológicas não eram confiáveis e sim uma forma simples que o homem usou para responder às questões que eles não conseguiam responder com a razão.
Um exemplo de tentar explicar um fenômeno natural através da mitologia é o mito muito conhecido na Europa, esse mito era usado para explicar os trovões, as chuvas e a fertilidade das terras. Acreditava-se que Tor ( conhecido como Deus da fertilidade ) atravessava o céu em uma carruagem puxada por 2 bodes, e quando ele agitava o seu martelo eram produzido os raios e os trovões. E como a chuva ocorre após os raios e trovões, acreditavam-se que a chuva também era obra de Tor, pois sabiam que a chuva tinha algo a ver com os trovões, e também percebiam que as plantas, frutas nasciam depois da chuva, por isso deduziam também que os alimentos que cresciam estavam relacionados com Tor. O Tor também era importante em outros fenômenos naturais, como, porque existia o caos? Acreditava-se que existiam a morada dos Deuses ( onde os humanos moravam ) e um lugar onde ficavam as forças do mal, que vinham atormentar o reino dos Deuses. E nessas situações Tor usava seu martelo, que era muito poderoso, para combater as forças do mal, tornando-se dessa forma um dos Deuses mais importantes da Europa.
Isso era uma forma de explicar as "lutas" entre o bem e o mal. As pessoas acreditavam que deveriam interceder pelos Deuses, oferecer cultos e oferendas, para torna-los mais fortes. Eram sacrificados vários tipos de animais, principalmente bodes, em alguns casos sacrificavam também pessoas. Havia um mito que explicava o porque da seca e falta de chuvas em certas épocas do ano, este mito poderia explicar também a alternância das estações do ano.
Essa falta de chuva era explicada pelo fato de os Deuses do mal terem roubado o martelo de Tor, ( explica o inverno, época em que a natureza está morta pois o martelo tão poderoso fora roubado ) depois de um plano entre os Deuses do bem, conseguiram o martelo de volta, e junto com o martelo, o poder ( explica a primavera, onde tudo germina, floresce ).
Não só na Europa, mais em outros lugares do mundo, existiam diversos mitos para explicar esses tipos de fenômenos. E as pessoas tentavam "ajudar" os Deuses de várias formas possíveis, como encenação dos mitos, cultos e oferendas.
Por volta de VII aC Homero e Hesíodo registraram por escrito vários mitos gregos, surgindo então a maior possibilidade de questioná-los ocorrendo então o surgimento dos primeiros filósofos que pela 1º vez cogitam a hipótese de os mitos não passarem de frutos da imaginação do homem.
O filosofo Xenófanes usa o argumento de que o ser humano cria em sua mente divindades semelhantes a eles próprios tais como os negros imaginariam seus Deuses negros também, e se os animais tivessem capacidade de expressar seus pensamentos, mostrariam divindades semelhantes a eles próprios, mostrando o quanto os mitos são imaginários.
Nessa época os gregos passavam por transformações na forma de viver, existiam as diferenças de classes sociais, onde os filósofos eram aqueles que tinham maior poder aquisitivo, fazendo com que sua mente fosse mais longe nos pensamentos e questionamentos pois estavam livres do trabalho braçal e consequentemente da limitação da mente. Pois todos sabem que a pessoa que não faz praticamente nada pode pensar livremente, muito mais do que a pessoa que trabalha e têm a mente e os pensamentos concentrados em sua tarefa diária.
Foi dessa forma que começaram a surgir os primeiros filósofos ("filósofos da natureza") pois tinha mo tempo para dedicarem-se à política e cultura, amplificando as idéias de suas mentes.

Os filósofos da natureza
Eles eram chamados assim pois refletiam sobre questões relacionadas à natureza, como os processos naturais.
Os gregos da antigüidade sempre partiam de um princípio, pois não costumavam imaginar que tudo tenha começado do nada, para eles, algo sempre existiu. A maior preocupação para os gregos não era pensar o que surgiu do nada, e sim entender como havia tantas transformações na natureza, a variedade de coisas completamente diferentes, como pode existir terra, flores coloridas, animais? Como nessa terra surgia essas flores coloridas? Árvores? E o ser humano? Como o bebê poderia sair do corpo de sua mãe? Como existia todas essas transformações? E, porque elas existiam?
Para esses filósofos da natureza havia uma substância básica que estava por trás de tudo e de qualquer transformação, e que a partir desta substância era criado tudo que se tem no mundo.
O mais interessante não é saber a quais conclusões estes filósofos chegaram, e sim saber as questões que eles colocavam e a forma como chegavam às conclusões.
Estes filósofos procuravam descobrir como a natureza funcionava por suas próprias conclusões, utilizando a razão, sem recorrer para os mitos. Com essa forma de pensar, a filosofia se afasta da religião ( o que seria os mitos ), passando para uma forma de pensar racional, dando o início para futuras descobertas científicas.
Os pensamentos desses filósofos foram retomados posteriormente por Aristóteles, e por esse motivo não há um relato muito detalhado à respeito das teorias dos primeiros filósofos, os quais diziam haver uma substância básica por trás de qualquer transformação da natureza.
Três filósofos de Mileto
Destes primeiros filósofos, o 1º ( de que se tem notícia ) foi um homem que viajava muito e que por alguns lugares que ele passou, com no Egito, ele descobriu uma forma de medir a altura de uma pirâmide, e essa forma foi medindo a sombra de seu corpo no momento em que a sombra tinha a mesma medida que seu corpo, e dessa forma no mesmo instante em que sua sombra era da mesma medida que seu corpo, ele mediu a sombra da pirâmide, pois deduziu que da mesma forma que sua sombra, naquele instante, era do mesmo tamanho que seu corpo, percebeu que a sombra da pirâmide também, naquele instante seria da mesma medida que a pirâmide, descobrindo, dessa forma, o tamanho real da pirâmide.
Tales também chegou a prever eclipse solar. Podemos imaginar que Tales talvez tenha reparado na água que vira gelo, na terra que depois de ser banhada pela água nasciam plantas. Dizem que Tales acreditava que "todas as coisas estão cheias de deuses", e esses deuses que Tales se referia, com certeza não eram os mesmos deuses da mitologia, e sim uma forma de gerar vida, talvez Tales tenha imaginado que esses deuses que seriam "gérmens da vida" estava na terra, sendo a base e a criação de tudo o que se tem na natureza.
Depois de Tales temos notícias de um outro filósofo, Anaximandro, para ele o mundo surgia de algo e se acabava nesse "algo" também, que ele dizia ser o infinito, e que não somente o nosso mundo surgia nesse infinito, mais outros mundos também. Para Anaximandro não havia uma substância exata, talvez ele achava que não necessariamente o mundo deve se criado de substâncias existente nele, e como toda criação tem fim, o que as cria e destrói não tem um fim, é infinito.
O terceiro filósofo de Mileto dos quais temos notícias foi Anaxímenes. Como Tales tinha a teoria da água ( os gérmens da vida ), Anaxímenes não se contentava em saber que tudo vem da água, pois eles questionava: de onde vem a água? Como ela surgiu? Ele acreditava que a água era o ar condensado, e que se comprimisse ainda mais essa água, ela viraria terra, e ele acreditava que o fogo era o ar rarefeito, ou seja, para Anaxímenes a terra, a água e o fogo surgiram do ar. Provavelmente ele acreditava que com a união desses elementos havia o surgimento de todas as coisas que compõe a natureza. Mais a substância básica, primeira era o ar.
Nada pode surgir do nada
Podemos perceber que esses 3 filósofos de Mileto tinham algo em comum, eles acreditavam que havia uma substância que fazia com que surgisse as outras coisas da natureza, mais havia uma questão a ser levantada, como tal substância podia se transformar em coisas completamente diferentes uma das outras?
Outros filósofos, posteriormente, refletiram sobre essa questão mencionada. Um deles foi Parmênides, para ele tudo o que existe sempre existiu, ou seja, as coisas sempre existiram, elas não podem ter surgido do nada, e quanto às transformações naturais que qualquer um pode ver, ele dizia que era uma forma de ilusão dos sentidos, Parmênides acreditava na razão, e não no que via, pois ele dizia que seus sentidos poderiam engana-lo.
Tudo flui
Outro filósofo que viveu na mesma época que Parmênides foi Heráclito, e ele ao contrário de Parmênides, acreditava nos sentidos pois dizia que o que move a natureza são as constantes transformações. Ele dizia que "tudo flui", a natureza está em movimento constantemente, e ele dizia (como ilustração ) que não podemos entrar em um rio duas vezes, pois na segunda vez o rio estará diferente da primeira, e além disso nós também já estaríamos diferente da 1º vez em que entramos no rio.
Heráclito dizia que no mundo está cheio de constantes opostos, ou seja, eu só posso dizer que estou feliz se algum dia na minha vida eu tenha ficado triste, pois se eu disser que nunca fiquei triste e sempre feliz estarei mentindo, pois sem conhecer a tristeza não posso julgar o que é a felicidade, ou seja, se eu sempre fui feliz, não vou saber qual é o valor da felicidade, pois não conheceria o outro lado da moeda. Resumindo, só sabemos o valor de algo, conhecendo o oposto de "algo". Heráclito dizia que o mundo existia pelo fato de haver a constante interação dos opostos. Heráclito acreditava na existência de um Deus, (não os deuses da mitologia que abrangia o mundo inteiro) e esse Deus se manifestava na natureza através das transformações e dos constantes opostos. Esse Deus era uma "razão universal", a qual conduzia todos os fenômenos da natureza, e a partir dessa "lei universal" que era o princípio de tudo, as pessoas e a natureza eram orientadas.
Quatro elementos básicos
Podemos perceber que Parmênides e Heráclito pensavam de maneira diferente, Parmênides confiava plenamente em sua razão, e dizia que nada no mundo poderia mudar, enquanto Heráclito dizia que o mundo estava em constante transformação. A diferença entre os dois filósofos são claras:
Mas, qual dos dois tinha razão?
Difícil de se responder, até aparecer um outro filósofo, Empédocles, que muda esse trajeto contraditório, o qual a filosofia havia chegado. Para Empédocles, tanto Parmênides como Heráclito tinham razão, ele dizia que os dois tinham razão quanto a uma de suas afrmações, mas estavam completamente enganados quanto à outra afirmação. Ele discordava no que os dois filósofos diziam quanto à existência de um elemento básico que daria início à todos os outros elementos da natureza. Empédocles concordava com Parmênides quanto ao fato de nada mudar, ou seja, a água nunca vai se transformar em uma árvore, ela sempre será água, mas Empédocles dizia que devemos confiar em nossos sentidos, e esses sentidos mostra que a natureza está em constante transformação.
Empédocles acreditava que tudo na natureza é formado através de 4 elementos e as transformações que ocorriam na natureza era as variadas formas de combinação entre esses elementos, ou seja, para a transformação de um animal há a união desses 4 elementos em determinada proporção, e quando esse animal morre, estes 4 elementos se separam e se combinam em outra proporção para a formação de outra coisa. Portanto Empédocles dizia que as coisas em si não mudam, e sim os 4 elementos que a formaram se desintegram e formam outra coisa, portanto ele concordava com Heráclito que dizia que a natureza estava em constante transformação, e concordava com Parmênides que dizia que as coisas em si não mudam.
Empedocles considerava esses 4 elementos principais e imutáveis pelo fato de outros filósofos terem dado importância a um dos elementos, Tales acreditava que tudo vinha da água, Anaximenes dizia que tudo vem do ar, e os gregos em geral davam muita importância ao sol ( que seria o calo, fogo ).
O exemplo da desintegração destes 4 elementos em apenas um material ocorre com a madeira, quando um pedaço de madeira pega fogo ouvimos o estalar da madeira que seria a água, a fumaça (ar), as cinzas (terra).
Mas a questão a respeito do pensamento de Empédocles é a seguinte, o que faz esses elementos se unirem e se transformarem? E sobre essa questão Empédocles dizia que existem duas forças que atuam na natureza, o amor e a disputa, ou seja, o que une esses elementos é o amor, e o que os separa é a disputa. Com isso ele diz algo interessante que é mostrar a diferença entre força e elemento, e que até hoje a ciência utiliza essa diferença entre força e elemento. Empédocles questionava também como nossos olhos vêem algo? E ele dizia que nossa visão também era composta de ar, fogo, água e terra, e que quando olhavamos para algo, o fogo que tem em meus olhos reconhece o fogo que tem em determinado objeto e assim por diante, e com o reconhecimento de todos os elementos da minha visão sobre determinado objeto, eu crio a visão de um "todo" sobre o objeto.
Um pouco de tudo em tudo
Outro filosofo que não concordava com o fato de um elemento, como o ar ser o princípio para a formação de tudo, e também não concordava que 4 elementos pudessem se transformar em uma cadeira, ou um gato. Para este filosofo, Anaxágoras, havia um pouco de tudo, ou seja, ele acreditava, que a natureza é composta por infinitas partículas invisíveis a olho nu e em cada partícula havia um pouco de tudo, um exemplo da teoria de Anaxágoras é o corpo humano, pois em apenas uma célula podemos ter a discrição do corpo todo. Ele dizia que essas minúsculas partes eram as "sementes ou gérmens".Assim como Empédocles dizia que o amor era a força que unia as partes para formar um todo, Anaxágoras também acreditava nessa força a qual ele chamava de inteligência. Anaxágoras morou uma parte de sua vida em Atenas, mais foi expulso por não acreditar em deus, ou deuses. Ele diz que o sol não é um deus, e isso com certeza ia contra a cultura e crenças da época. Anaxágoras se interessava também por astronomia, ele acreditava que existia vida em outros planetas, explicou como surgiam os eclipses, e afirmou que a lua possuía luz própria.

Demócrito
A teoria atômica:
Demócrito concorda com os filósofos da natureza em um seguinte aspecto, ele também achava que as transformações que vemos na natureza não quer dizer que tudo realmente está se transformando. E dizia que havia invisíveis ( a olho nu ) e infinitas partículas eternas e imutáveis, as quais ele deu o nome de átomo (que seriam partículas indivisíveis), ele achava que essas partículas eram indivisíveis, pois se as partículas forem se dividindo cada vez mais chegará a um momento em que o mundo irá se diluir. Elas eram eternas pois Demócrito também acreditava que nada pode surgir do nada. Ele também dizia que esses átomos eram diferentes uns dos outros, para poder formar as diferentes "coisas" da natureza. Demócrito dizia que esses átomos além de serem diferentes uns dos outros, eles seriam sempre reutilizados para a formação de diversas coisas diferentes. Para ilustrar essa teoria de Demócrito pode-se comparar a teoria com o brinquedo lego, pois o lego é composto por diversas peças, umas diferentes das outras (quanto ao formato) e, ao montar um objeto você pode desmontá-lo e formar outro completamente diferente. Em linhas gerais, o lego tem as mesmas características que a teoria de Demócrito. Ele fez uma teoria praticamente igual ao que realmente acontece, ou seja, a ciência hoje em dia diz que os átomos são divisíveis em prótons, neutrôns e elétrons. Talvez há partículas menores ainda, mais acredita-se, hoje em dia que exista uma partícula mínima, e seria a partir dessas partículas que a natureza se constrói.
Para chegar à conclusão de sua teoria Demócrito utilizou apenas a razão. Ele não acreditava que havia uma força ( como os outros filósofos achavam ) para impulsionar a construção da natureza, ele apenas acreditava na existência do átomo e do vácuo, portanto é considerado um "materialista". Ele dizia que o impulso dessa construção se dava por leis da natureza, ou seja, a criação das coisas se dava de uma forma natural Mas Demócrito não conseguiu descobrir quais são essas leis naturais.
Através da teoria atômica, Demócrito explica também nossas percepções sensoriais, ele dizia também que quando vimos um objeto na verdade os átomos desse objeto estão tocando os meus olhos, por isso eu os vejo.
Para ele a alma e a consciência também eram constituídas por átomos, com essa afirmação ele iria contra a idéia de que a alma é imortal. E com essa teoria ele dava um fim, temporariamente, à filosofia natural grega.

O destino
Como vimos anteriormente, as pessoas respondiam às perguntas "filosóficas" através dos mitos, e para acabar com essa idéia de que os deuses governavam o mundo entre outros mitos, surgem os filósofos da natureza, os quais tentam explicar, o que antes era explicado através do mito, eles passam a explicar através da razão. Mas havia outra forma de "fantasias" , que eram as superstições.Os gregos, como outros povos, acreditavam que se podia prever o futuro através de diversas formas, e uma delas era ler o futuro nas estrelas, outras formas era através de oráculos que existiam na época. Mas essa idéia de que se pode prever o futuro está presente até os dias de hoje, em que as pessoas prevêem o futuro de diversas formas, como ler as cartas, a mão, ver a imagem que forma no fundo da xícara de café, onde se forma um desenho, em que obviamente há necessidade de usarmos a imaginação para descobrir o desenho que está formado.
Vemos também que o adivinho tenta adivinhar algo que não dá para ser adivinhado, ou seja, ao dizer que está adivinhando algo, ele nos dá uma resposta muito vaga sobre o que vai acontecer, respostas óbvias, como por exemplo se perguntarmos algo que acontecerá na mídia este ano, o adivinha responderá que alguma mulher muito famosa ficará gravida, ou que algum artista muito famoso irá morrer.
O oráculo de Delfos
Havia uma crença muito forte a respeito da existência do destino, e na Grécia o oráculo mais famoso era o de Delfos, as perguntas eram respondidas pelo deus Apolo, e ele usava Pítia como sua intermediária. As perguntas eram feitas primeiramente aos sacerdotes os quais passavam as perguntas para Pítia e ela respondia as perguntas de uma forma incompreensível, em que os sacerdotes ao receber a resposta tinham ainda que interpretá-las.
Os gregos valorizavam muito o oráculo, e sempre ao fazer algo importante iam consulta-lo. Os chefes de Estado ao participar de algo muito importante, como a guerra, consultavam primeiramente o oráculo, para verem se realmente estava agindo de forma correta.
Havia várias histórias de casos em que as pessoas tentavam fugir de seu destino, mas, segundo as histórias, nunca conseguiam fugir do destino. Ou seja, os gregos acreditavam fielmente na existência de um destino, e de que não adiantaria eles tentarem muda-lo, pois o destino já estava traçado.
A ciência da história e a medicina
Os gregos não acreditavam somente que cada indivíduo tinha um destino, mais que também os acontecimentos do mundo não podiam fugir de seu destino, os seja, eles acreditavam que o que aconteceu na história não poderia ter acontecido de outra forma, pois o destino comandava os acontecimentos. Por exemplo, os gregos acreditavam que as guerras que aconteciam, eram travadas pelos Deuses, e não por fatores sociais e políticos, ou seja, fatores naturais. E, para terminar com essa idéia, surgem alguns filósofos que tentam explicar a história através de formas naturais, assim como fora explicado os fenômenos através do processo natural, e não pelos mitos. Os historiadores mais conhecidos foram Heródoto e Tucídides.
Os deuses também eram "culpados" pelas doenças, acreditava-se que se alguém estava com uma doença grave, essa doença era um castigo dos deuses, e que para ser curado, também era necessário a ajuda dos deuses. Essa idéia não existia apenas na Grécia antiga, existia em outros lugares, e também essa idéia está presente até os dias de hoje, em que muitas pessoas acreditam que podem ser curadas por Deus, ou seja, por algo sobrenatural, também acredita-se que doenças como a AIDS e câncer são castigo de Deus.
E assim como os filósofos seguiam um caminho novo, vinculado pela razão, surge a ciência médica em que se tenta explicar as doenças por uma razão, por motivos naturais. Se dizia que se alguém estava doente era porque seu corpo não estava em harmonia, e para recuperar essa harmonia era necessário uma moderação. Quem fundou essa ciência foi Hipócrates. Ele também foi quem fez a ética médica, a qual está presente até hoje. Em que o médico nunca deve receitar algo desnecessário para o paciente, deve manter sigilo sobre os acontecimentos, etc... Ele fazia seus alunos jurarem pelos deuses que seguiriam essa ética.

Sócrates
A filosofia em Atenas
Iremos falar agora sobre Sócrates, e esse filósofo é muito importante como um marco, pois com sua filosofia há uma divisão, ou seja, os filosofos da natureza passam a ser chamdos de pré-socráticos. Além de Sócrates se diferenciar pelas questões filosóficas colocas, ( que não são mais sobre os fenômenos naturais ), ele se difere pelo fato de ser o primeiro filósofo que nasceu em Atenas, e a partir de Sócrates, Atenas passa a ser o centro da cultura grega.
O homem no centro
A partir de Sócrates a filosofia toma um rumo diferente, ela passa a se preocupar com questões sobre o homem, sobre o ser social, a sociedade. Diferente do que acontecia anteriormente em que os filósofos refletiam sobre questões da natureza, dando início à ciência natural, o que realmente é muito importante para a história.
Nessa época em que a filosofia muda de rumo, Atenas estava começando a se desenvolver como uma sociedade democrática, em que os cidadãos podem participar da assembléia, ou seja, havia uma grande importância quanto à educação, ela era valorizada, pois para um cidadão dar sua opinião a respeito da política, ou sobre o que acontecia em Atenas, ele deveria ter um senso crítico, e para isso era necessário ter uma educação, saber falar, e é aí que aparecem os sofistas, que eram pessoas que dominavam a arte de falar, sabiam persuadir, convencer. Os sofistas ganhavam a vida ensinando os cidadãos a falar bem, o que era necessário para eles exporem seus pensamentos na assembléia.
Os sofistas tinham algo em comum com os filósofos da natureza, eles também tinham um senso crítico a respeito dos mitos, mas eles discordavam dos filósofos quanto às respostas que eles procuravam buscar , pois para os sofistas não adiantava buscar respostas, pois não haveria uma resposta confiável a respeito dos mistérios da natureza, essa forma de pensar é chamada na filosofia de ceticismo. Mas para os sofistas, como não podemos descobrir o que ocorre na natureza, devemos nos dedicar às questões sociais.
Os sofistas diziam que só se poderia saber o que é certo ou errado, bem ou mal, depois de uma avaliação sobre o contexto. Eles eram homens que viajavam muito, por isso conheciam varias formas de governo, tendo dessa forma um senso crítico mais amplo, pois conheciam outros lugares diferentes de Atenas. Os sofistas começaram com a idéia de procurar o que é natural, e o que é criado pelo homem, pela sociedade. Dessa forma se cria polêmicas sobre o que é certo ou errado, sobre o que é natural do homem ou não, eles questionavam por exemplo se a vergonha é algo natural do homem, e e eles diziam que o homem tem vergonha, por exemplo de andar sem roupas, devido aos costumes da sociedade em que ele vive.
Quem foi Sócrates?
Mesmo não tendo escrito nenhuma linha a respeito de seus pensamentos, mesmo sendo um filósofo enigmático, ele é um dos filósofos mais conhecidos e admirados até os dias de hoje, e depois de sua morte surgiram varias correntes filosóficas com princípios a respeito de seus pensamentos. Ele nasceu em Atenas , e passou toda sua vida lá, passava o tempo todo nas praças pensando e conversando com as pessoas que por alí passavam.
Sócrates marcou muito a história da filosofia, e muitas pessoas o consideram como uma pessoa única, ou seja, como alguém que nunca mais teremos notícias, uma pessoa realmente especial. Pode se conhecer sobre a vida de Sócrates, principalmente atráves de Platão, o qual foi seu discípulo, ele escreveu muitos diálogos em que Sócrates aparece. Devido ao fato de Platão contar a história da vida eda filosofia de Socrátes, não podemos afirmar com certeza se realmente o que Platão diz sobre Sócrates é verdade.
A arte do diálogo
A forma de ensinar que Sócrates utilizava marcou muito a história, pois Sócrates utilizava dos seguintes princípios: quando ele começava a conversar com uma pessoa, ele primeiramente fazia várias perguntas à pessoa, dando a entender que não sabia de nada, que não entendia do assunto, e dessa forma as pessoas falavam e Socrates ia fazendo várias questões que em muitos casos deixava a pessoa sem saída, Sócrates achava que dessa forma ele podia ajudar uma pessoa a ter uma opinião pessoal, um senso crítico, pois ao tentar responder às questões que Sócrates colocava, a pessoa precisava utilizar a razão. E Sócrates dizia que todas as pessoas tem a capacidade de utilizar a razão, e que essa forma que ele utilizava de questioná-las era um jeito de ajuda-las a usar a razão.
Ele fazia essas questões em público, na praça, onde todos podiam ouvir ele questionando uma determinada pessoa, que muitas vezes ficava sem saída, se expondo ao ridículo. E com certeza isso foi motivo de muitas pessoas não gostarem de Sócrates , pois se sentiam incomodados com o fato de ele as deixarem sem respostas.
Sócrates se considerava uma mosca, e considerava Atenas uma égua preguiçosa, e ele sendo uma mosca, estava sempre picando a égua, para mostrar que ela ainda estava viva, e é claro que essas picadas incomodavam a égua.
Uma voz divina
Sócrates dizia ouvir uma voz divina, a qual dizia que ele deveria agir da forma que ele agia, tanto que ele foi condenado por "corromper a juventude " e por não acreditar nos deuses. Foi condenado pela assembléia, e poderia ter recorrido à sentença, mas não recorreu, pois dizia que seguir a sua consciência, falando sempre a verdade era muito mais importante que sua vida, ou seja, ele preferia defender seu ponto de vista e morrer, do que mudar de opinião apenas para ficar vivo. Ele foi condenado a beber veneno. Muitas pessoas comparam, ou melhor, fazem um paralelo entre Sócrates e Jesus Cristo, primeiramente pelos dois serem diferente das pessoas que viviam em suas respectivas épocas, desafiando a autoridade da época, dizendo estarem cumprindo missões. Outro paralelo é que tanto Sócrates como Jesus tem suas vidas e seus atos relatados por seus discípulos, ou seja, eles mesmos não fizeram nenhum registro. Tanto Jesus quanto Sócrates tivera uma oportunidade de recorrer à sentença de morte, mais Socrates não recorreu pois dizia que preferia seguir a verdade, e Jesus não recorreu pois dizia que dessa forma ele salvaria as pessoas da morte, ( pois segundo o cristianismo, Jesus teve que morrer para libertar as pessoas da morte, e para haver essa libertação deveria morrer uma pessoa que não tenha nascido do pecado, e essa pessoa voltaria a viver, e dessa forma, quem crê em Jesus será salvo pela sua graça ), ou seja, os dois morrem para defender suas missões.
Fazendo essa comparação, não quer dizer que eles eram iguais, mais sim ressaltar a coragem pessoal que eles tiveram.
Um curinga em Atenas
Sócrates tinha algo em comum com os sofistas, ele também se preocupava com questões relacionadas à sociedade e não às questões dos filósofos da natureza, mas somente a isso Sócrates se parecia com os sofistas, pois os sofistas se achavam pessoas instruídas, sábias, e cobravam para ensinar isso, enquanto Sócrates dizia que não sabia nada, e sempre procurava estar aprendendo com as pessoas, e dessa forma também as ensinavam muitas coisas, como a pensar, e para isso ele não cobrava nada.
Os sofistas eram aqueles que se gabavam de saber algo, se contentavam com o pouco que sabia, e os filósofos eram totalmente ao contrário, eles reconhecem que não sabem de nada, e procuram estar sempre aprendendo.
Sócrates dizia que a única coisa que ele sabia era que ele nada sabia, ou seja, ele estava ciente de que ele não sabia de nada, e não se contentava em saber o pouco que todos sabiam.
Os filósofos são aqueles que reconhecem que há muita coisa que eles ainda precisam aprender. E Sócrates foi um grande exemplo sobre isso, pois como foi citado anteriormente, ele dizia que nada sabia, e de uma certa forma, ele era mais inteligente que as outras pessoas, (pois essas outras pessoas ao afirmarem que sabem de algo, estão se iludindo, e ao menos Sócrates sabia de uma coisa; que ele não sabia de nada ). E esse é um ato de coragem de Sócrates, o que com certeza incentivou a sua condenação à morte, pois ele questiona algo que ninguém questionava. A pior coisa que tem para alguém que se acha muito instruído e inteligente, é alguém vir lhe dizer que ele não sabe de nada.
Sócrates queria dizer que as pessoas ou tentam demonstrar que sabem muita coisa, ou ficam indiferentes para o fato de saber ou não. Podemos comparar Atenas com um baralho, o monte seria as pessoas de Atenas, e a separarmos o baralho podemos ver que existem cartas pretas, outras vermelhas, todas semelhantes umas às outras, mas sempre nesse monte encontramos um curinga, aquele que é totalmente diferente do resto do baralho, e esse curinga seria Sócrates, aquele que era diferente do resto dos cidadãos de Atenas.
Em uma certa ocasião foram consultar o oráculo de Delfos para saber quem era a pessoa mais inteligente de Atenas, e o oráculo respondeu que era Sócrates. Sócrates acreditava muito na razão humana, sendo então considerado um racionalista.
O conhecimento do que é certo leva ao agir correto
Sócrates dizia ouvir uma voz divina, que seria a sua consciência, e ele dizia que essa voz lhe dizia o que era certo e errado, e Sócrates dizia que quando sabemos o que é bom, passamos a agir corretamente, pois se achamos isso certo, ou bom, com certeza iremos fazer, pois não iriamos contra nossas próprias convicções, por isso ele achava muito importante o ser humano aprender o que é certo ou errado, e segundo Sócrates, só se pode adquirir esse saber do que é certo ou errado através da razão. Ou seja, ele pensava totalmente ao contrário dos sofistas que diziam não haver o certo e o errado como essência.
Para Sócrates, quando a pessoa aprende o que é certo ou errado, ela vai querer praticar o que é certo, pois isso a deixará mais feliz.

Atenas
Algo muito marcante em Atenas é a Acrópole, que significa fortaleza, ou "cidade na colina", a Acrópole por ficar em um local estratégico, lá no alto, era um lugar onde os atenienses se escondiam para se defenderem, ela também era utilizada como um lugar consagrado aos templos, principalmente após a guerra entre os gregos e os persas, em que os atenienses venceram após um longo período de derrotas, e a partir daí começa a época áurea de Atenas, tornando-se uma das cidades, ou a cidade mais importante.
Nessa época em que a Acrópole fora reconstruída, para então se tornar um lugar consagrado aos templos, foi a mesma época em que Sócrates andava por Atenas, pelas praças, conversando com as pessoas e questionando-as.
A Acrópole fora construída de uma forma muito peculiar, havia o templo de Atena ( uma deusa) em que não se via uma linha reta, era tudo cheio de leves curvas, dando a impressão de algo leve, delicado, ou seja, harmonioso de se ver. Há muitos mistério à respeito da capacidade que eles tiveram para construir a Acrópole, pois devido aos recursos da época parece impossível eles terem construído algo tão perfeito aos nossos olhos.
Havia também em Atenas o teatro de Dionisio, e que talvez seja o mais antigo da Europa. Nesse teatro eram interpretadas as mais famosas tragédias, como por exemplo a tragédia do rei Édipo. Além das tragédias também existia as peças de comédia.
Na colina de Areópago era o lugar em que havia os julgamentos da antiga Atenas, a respeito dos casos de assassinatos, e foi também nessa colina que Paulo, apóstolo de Jesus, falou sobre o Cristianismo para o povo ateniense.
Havia em Atenas grandes templos ( que hoje em dia estão em ruínas ) , edifícios públicos, entre outros estabelecimentos. E entre esses prédios, templos, no meio deles, havia uma grande praça, e foi nessa praça que surgiu a palavra "democracia", "política" e etc..., era lá que as pessoas se reuniam para discussões, era lá também que Sócrates ficava conversando com as pessoas, tanto cidadãos como escravos. Essa praça tinha um nome, Ágora.
Platão
A academia de Platão
Platão foi um dos discípulos de Sócrates, e tinha 27 anos quando Sócrates morreu envenenado. Platão acompanhou toda a condenação de Sócrates, e sendo seu discípulo, se revoltou com sua morte. Portanto publicou materiais sobre o que Sócrates dizia, e muitos desse materiais estão preservados até hoje.
Platão fundou uma academia, a "academia de Platão" onde se aprendia matemática, filosofia, e ginastica, e Platão usava o mesmo método que Sócrates, era muito valorizado os diálogos como forma de aprendizado.
O eternamente verdadeiro, eternamente belo e eternamente bom
Os filósofos da natureza procuravam entender o que flui na natureza, e o que é eterno. Os sofistas diziam que o que é certo e o que é errado varia de cidade para cidade, enquanto Sócrates acreditava que o que é certo ou errado não muda, ou seja, são "leis" eternas, pois só sabemos o que é certo e o que é errado através da razão. Platão, retoma a idéia de entender tudo o que flui e o que é eterno (assim como os filósofos da natureza), mas, ele inclui nessa idéia de tudo o que flui e o que é eterno, as questões sociais que tanto os sofistas quanto Sócrates discutiam, Platão achava que existia uma "realidade" que fosse eterna.
O mundo das idéias
Empédocles e Demócrito diziam que no mundo tudo fluía, mas a partir de elementos imutáveis, Platão também dizia que no mundo tudo fluía, mas existia algo que nunca mudava. Mas diferentemente dos filósofos da natureza, Platão dizia que tudo o que tocamos flui, muda, tudo o que vimos muda, tudo, sem exceção. Ele dizia que o que era imutavel, era a idéia de certo objeto, por exemplo um cachorro, todos os cachorros que conhecemos mudam, perdem pelo, envelhecem. Mas, sempre reconhecemos um cachorro, mesmo que existam várias raças, reconhecemos que independentemente das diferenças, eles são cachorros, portanto Platão dizia que isso era o que fluía, mas como reconhecemos todos como cachorros ? Platão dizia que o que era imutável eram os modelos, que no caso seria o modelo cachorro, seria como uma forma, um molde do qual era feito os diversos cachorros. Esses "moldes" eram modelos espirituais e abstratos.
Platão utilizava dessa teoria, pois não concordava com a teoria dos átomos de Demócrito, em que os átomos se juntam para formar, por exemplo, um cachorro. Platão não entendia como esses átomos se juntavam para formar um cachorro e 300 anos depois formavam outro cachorro, ou seja, Platão não entendia como havia a transformação, o intermédio que existe entre os átomos e o objeto propriamente dito, ele não entendia como esses átomos se transformavam no objeto.
Podemos comparar esse pensamento de Platão com uma padaria, por exemplo, você entra em uma padaria e vê vários pãezinhos praticamente iguais, supondo que você nunca tenha visto pães antes, você acharia muito estranho todos eles serem tão semelhantes, então você iria procurar saber o porque eles eram semelhantes, Platão também pensou dessa forma em relação ao mundo, e chegou a conclusão de que havia um "molde" em que eram feito várias coisas praticamente iguais, como o exemplo citado do cachorro. Em relação à padaria, Platão diria que os pãezinhos são semelhantes pois foram feito pela medida de uma forma, e eles não eram iguais, pois uns pães crescem mais que os outros, outros ficam mais escuros, e Platão pensava dessa forma quanto aos objetos do mundo, ele dizia que cada coisa tem sua forma, e que somente a forma é perfeita, tanto que um cachorro nunca é igual ao outro, assim como o pãozinho.
Portanto Platão dizia haver uma realidade em que ficavam todas as "formas", as imagens padrão, aquelas que são imutáveis.
O verdadeiro conhecimento
Platão dizia que tudo que vemos, ou seja, as coisas que pertencem ao mundo dos sentidos podem ser comparadas a uma bolha de sabão, pois a bolha de sabão dura pouco tempo relativo a quantidade de tempo que precisaríamos para poder estuda-la e saber como e do que ela é formada, ou seja, Platão dizia que tudo que existe no mundo também acaba rapidamente, e que não podemos conhecer com toda a certeza o que se transforma. Ele dizia que não podemos saber ao certo, o que acontece no mundo dos sentidos, podemos ter apenas opiniões que nem sempre são as mesmas que as de outras pessoas, e ele dizia que para chegarmos ao verdadeiro conhecimento, só conseguiríamos através da razão.
Platão dizia que não demos confiar em nossos sentido, e sim na razão, para ele a razão era a única forma que podemos ter certeza, pois o que sabemos através da razão, é imutável, tanto que Platão se interessa muito pela matemática, pois os resultados matemáticos nunca se alteram, ou seja, são resolvidos através da razão. Um mais um sempre será dois, e isso nunca mudará. Ele também dizia que está na nossa razão a idéia de determinado objeto, ou seja a "forma" do objeto, não podemos vê-lo com os olhos (os quais pertencem aos nossos sentidos), apenas com a razão.
Uma alma imortal
Para Platão, havia um mundo dos sentidos, que é esse em que vivemos, onde tudo flui, ou seja, nada é, as coisas só surgem e desaparecem, nada é eterno, apenas passageiro. Através desses sentidos podemos ter apenas um conhecimento imperfeito, ou seja, não um conhecimento exato. E Platão dizia que no mundo das idéias tudo é eterno, tudo é perfeito, ele dizia também que o ser humano pertencia a esses dois mundos, o das idéias, e o dos sentidos. O corpo do homem pertence ao mundo dos sentidos, pois segue o destino de todas as coisas pertencentes a esse mundo dos sentidos, ou seja, o homem nasce e morre, surge e desaparece. E a parte do ser humano que pertence ao mundo das idéias é a razão, para Platão, a razão faz parte da alma do homem (que é imortal).
Platão dizia também que antes de nossa alma habitar o corpo no mundo dos sentidos, ela vivia no mundo das idéias e por isso quando um ser humano passa a viver no mundo dos sentidos, ele se esquece do que existia no mundo das idéias e aos poucos quando vê ,por exemplo um cachorro, ele tem uma vaga idéia da existência de uma idéia de cachorro mais aperfeiçoada. E o homem sente vontade, com o decorrer do tempo, de voltar para o mundo das idéia, de se libertar do mundo de reflexos em que vivemos. Mas, existem algumas pessoas que se acostumam com esse mundo dos sentidos, ou seja, onde só existem reflexos do mundo das idéias. Enquanto existem aquelas pessoas que querem se libertar do mundo dos espelhos, (ou seja, aquele em que você só vê os reflexos) e tentam pelo resto da vida se livrar do mundo dos reflexos, esses são os filósofos.
Deixando para trás as trevas da caverna
Platão fala da alegoria da caverna, em que diz mais ou menos o seguinte:
Seria como uma parábola, em que um grupo de pessoas desde quando nasceram viveram sempre amarrados dentro de uma caverna onde eles não conseguem mover a cabeça, e só conseguem olhar para frente,( que seria a parede da caverna) mas como entra uma luz na caverna e há atras desse grupo de pessoas um muro por onde passam homens segurando alguns objetos grandes, os quais dá para ver como sombra pelo grupo de pessoas amarrado. E como essas pessoas nunca saíram da caverna, e sempre olharam para frente elas acham que as únicas coisas existente no mundo são aquelas imagens projetas na parede da caverna. ( E Platão quer dizer com essa parte da parábola que nós podemos ser comparados com essas pessoas, pois temos nossa visão limitada e nos contentamos com isso, não procuramos saber o que tem por trás dessas sombras, desses reflexos ). Agora imaginemos que um homem pertencente a esse grupo se solta e tenta sair da caverna, primeiramente o corpo dele não estaria acostumado a ficar levantado, seria muito doloroso ter que se locomover, e outra dificuldade que esse homem enfrentaria era a luz do sol, atrapalharia muito sua visão, pois em toda sua vida ele tinha visto apenas projeto de sombras na parede da caverna. Muitas vezes esse homem tentaria desistir do trajeto de sair da caverna, pois com certeza é mais cômodo permanecer lá no fundo da caverna, sentado, da mesma forma que ele permaneceu sua vida inteira, mas a vontade que ele tinha de saber o que tinha fora da caverna era tão grande que ele prefere correr esse risco. (Platão compara esse homem com um filosofo, pois assim como o homem da caverna, o filosofo tenta sair da rotina, e tenta ver as coisas de outra forma, procura ver a verdade, e esse caminho é árduo, assim como quando o homem da caverna seguiu um caminho árduo até o fim da caverna). E ao chegar ao fim da caverna, o homem verá que o que está fora é muito mais bonito , verá que o que ele via era só uma sombra do que realmente existe (e comparando com nossa vida, o filosofo seria esse homem, ele descobre que existe muitas coisas além do que sempre acreditamos, como no caso dos mitos, o filosofo vê que os mitos não existem, e descobrem que existe algo além da criação do homem pelos deuses). E quando o homem que saiu da caverna descobre tudo o que existe fora da caverna, ele volta para soltar e falar para seus companheiros da caverna sobre a realidade. Ma seus companheiros não acreditam e dizem que as únicas coisas existentes no mundo são aquelas figuras existentes na parede, (e comparando com nossa vida, quando um filosofo descobre algo, ele tenta mostrar e falar para as outras pessoas, mas ninguém dá atenção, e diz que o filosofo é um louco sem nada para fazer). Platão compara também essa alegoria com o mundo das idéias e dos sentidos, ele diz que o mundo das idéias seria comparado com a natureza, aquela que o homem vê ao sair da caverna. E o mundo dos sentidos seria dentro da caverna, as sombras projetas na parede. E comparando o mundo dos sentidos com o mundo das idéias ele é bem superficial e imperfeito.
O estado dos filósofos
Essa alegoria da caverna está presente no livro "A República", onde Platão também descreve como seria um estado ideal, para ele o estado deveria ser governado por filósofos. Platão utilizava o corpo humano para explicar uma de suas teorias, ele dizia que o corpo possuía a cabeça (que era controlada pela razão, nela deveria haver a sabedoria e seria o que os governantes deveriam utilizar, por isso ele diz que quem deveria controlar era os filósofos), o peito (que seria a vontade a qual demonstraria a coragem do ser humano e em relação ao estado, seria como os sentinelas), o baixo-ventre ( onde se encontra os desejos, e deve-se controlar esses desejos, tendo então a temperança, e essas pessoas que controlam os desejos são os trabalhadores). E assim seria um corpo saudável e harmonioso, da mesma forma o Estado com a harmonia seria um estado perfeito, "utópico". E esse Estado só seria harmonioso e justo se todas as pessoas que pertencem a ele ocupasse apenas seu lugar. Então Platão dizia que o Estado deveria ser controlado pela razão pois seria um guia, o qual diz o que o Estado deve fazer.
Hoje em dia muitos filósofos criticam essa visão de Estado que Platão idealiza, pois para os nossos dias essa forma de governa seria como um totalitarismo, mas devemos levar em consideração o fato de ele viver em uma época completamente diferente da nossa, em um contexto histórico completamente diferente.(Devemos evitar o anacronismo)
Platão defendia também a igualdade entre o homem e a mulher, ele dizia que a mulher também era capacitada de exercer a razão, e que ela seria o braço direito do homem. Ele também defendia a educação entre as crianças, sendo um dos primeiros a defender a criação de jardins de infância.

Aristóteles
Filósofo e cientista
Aristóteles era filho de médico, ou seja, cientistas da natureza. Portanto ele se ocupa de questões relacionadas à natureza, diferente de Platão que de certa forma, deixa essa questão de lado. Aristóteles é o primeiro biólogo conhecido na Europa. Ele se interessava pelos animais que existem na natureza, diferente de Platão que de uma certa forma se preocupava com o mundo superficialmente pois se preocupava com o todo, o mundo das idéias e dos sentidos.
Aristóteles se interessa pelas questões naturais, pelas plantas, animais, ele fala sobre praticamente todas as ciências, sendo criador de algumas delas. Ele também faz críticas quanto à forma de pensar de Platão.
As idéias não são inatas
Aristóteles discorda de Platão, pois para ele a teoria em que Platão dizia vir primeiro a idéia para depois vir o objeto, era totalmente ao contrário, pois Aristóteles dizia que primeiramente vem o objeto, e que realmente há a idéia de cavalo ideal, mas essa idéia é criada pelo homem, pela sua mente, que de tanto ver cavalos tem a idéia de como seria um cavalo perfeito. Ele concorda com Platão quanto ao fato de tudo fluir, de os animais nascerem e morrerem. Platão dizia que o mundo é apenas reflexos das idéias ideais, enquanto Aristóteles dizia que devemos confiar nos sentidos e que o ser humano , sua alma, é apenas reflexo do que existe na natureza. Ele dizia que Platão se equivoca ao confundir as idéias do homem com o que realmente acontece no mundo. Aristóteles dizia que o que constitui nossas idéias está relacionado com o que ocorre no mundo, ou seja, nos baseamos no que ocorre nele. Ele questionava o fato de onde ter vindo a idéia, ela teria que ter vindo de algum lugar. Ele dizia também que a razão é o que o homem tem de mais importante, pois só ela tem a capacidade de organizar as idéias e o que ocorre no mundo.
As formas são as características das coisas
Aristóteles dizia que a realidade era composta pela forma e pela substância, ou seja, um cachorro late morde, anda corre, isso é a forma do cachorro, as suas características e a substância é aquilo que o cachorro é fisicamente. Portanto ele dizia que nada dura para sempre, pois o cachorro ao morrer, não latirá mais nem andará e somente restará sua substância, mas com a existência apenas da substância o cachorro perde as características de cachorro, pois não late, nem anda mais.
Aristóteles se interessava pelas transformações ocorrentes na natureza, ele dizia que ,por exemplo ,a forma de uma pedra era sempre voltar ao chão quando atirada para o alto, ou seja, ele dizia que não só os seres vivos tinham uma forma, (suas características próprias ) mas também os seres inanimados.
A causa final, ou da finalidade
Aristóteles tinha uma visão diferente do que era "causas" e "finalidades", para ele havia diferentes tipos de causas. Ele dizia que, por exemplo, a chuva tinha por sua finalidade cair para que as plantas pudessem crescer, e hoje em dia tanto nós quanto a ciência não acreditamos mais nisso, pois acreditamos no contrário, que as plantas só nascem por causa da chuva e não que a chuva só cai para que as plantas nasçam. Mesmo se acreditarmos que Deus criou o mundo, portanto iria se dizer que a chuva cai para as plantas crescerem, mais não seria da forma que Aristóteles dizia, ou seja, a chuva cairia mais apenas pela vontade de Deus, então, o propósito seria de Deus.
O que ele quis dizer ser as causas eram "a causa natural" que era o fato de, por exemplo, o vapor d´água estar ali bem na hora em que o ar esfriou (para ocorrer o chuva), a "causa atuante" que é quando o vapor se esfria, e a "causa formal" que é quando a água cai no chão. E a causa final era o motivo que a água tem para cair, como já foi dito em algumas linhas acima; a finalidade.
Lógica
Aristóteles diferenciava a forma da substância, para ele tudo que era comum em um animal, por exemplo, seria a forma. No caso do cachorro, todos tem algo em comum (ou então não os reconheceríamos como cachorros), e esse aspecto em comum é a forma, enquanto as pequenas diferenças existentes no cachorro (como a cor, a raça, entre outras diferenças) são a substância do cachorro.
Aristóteles coloca todas as coisas pertencentes à natureza em ordem, ou seja, cada ser vivo ou não, é colocado em um grupo, ou seja, se você pega um animal qualquer, ou um objeto, você verá que ele pertence à um reino, grupos diferenciados. Por exemplo o cachorro, é um ser vivo, pertence ao reino animal, é vertebrado, mamífero, etc... tudo na natureza está dividido mais ou menos dessa forma, assim pode-se organizar na mente o lugar de cada coisa, ou seja, se falarmos que "todas as criaturas vivas são mortais", e logo após dissermos que Sócrates é um ser vivo, podemos perceber que Sócrates é mortal. Essas conclusões que podemos chegar foi criada por Aristóteles, pois ele que criou a lógica como ciência. Mesmo este exemplo citado sendo óbvio para nossos ouvidos não há somente esse tipo de exercício de lógica, há outros que nos parecem menos óbvios.
A escada da natureza
Aristóteles ao colocar cada coisa em seu lugar, ou seja, colocar tudo em seu devido grupo, ele diferencia tudo em geral em dois grupos, que são o grupo dos inanimados, os quais não tem ação própria, só se movem devido a fatores externos, como as pedras por exemplo. E as criaturas vivas, as quais tem ação própria, e potencial para transformação.
Aristóteles dizia que na natureza havia um progresso dos seres inanimados para as criaturas vivas, e entre o reino das criaturas vivas ele dividia entre seres animais e seres humanos. E para Aristóteles fazer todas essas diferenciações, ele parte dos princípios de cada ser, como o que cada um é capaz, assim ele divide em grupos, por exemplo, no grupo dos seres humanos só tem os seres humanos, por que? Pelo fato de somente os seres humanos usarem a razão. Essa é uma das características propícias para ocorrer as divisões. Aristóteles dizia haver uma escala em que se havia vários grupos, e lá em cima estava o grupo dos homens, ou seja, na mais alta escala (apenas abaixo de Deus, o impulsor).
Ele dizia que havia um impulsor para tudo se mover, como por exemplo, para os planetas se moverem, e o que gerava esse movimento, esse desenvolvimento que ocorre na natureza era Deus, mesmo que Deus não se movesse, ele era o impulsor de todos os movimentos da natureza.
Ética
Aristóteles colocava uma questão à respeito do homem:
Como o homem deve viver? Do que o homem precisa para viver uma boa vida?
E ele dizia que o homem só é feliz se desenvolver e utilizar de forma correta todas suas capacidades, desenvolvendo a razão. Ele dizia que havia 3 formas de felicidade, a primeira era o homem ter uma vida cheia de prazer e satisfação, os prazeres carnais. A segunda forma era ter uma vida como cidadão livre, com suas responsabilidades. E a terceira forma era de viver como um pesquisador, um filosofo que use constantemente sua maior ferramenta, a razão. Mas Aristóteles dizia que o ser humano deve viver essas três formas de felicidade, pois somente dessa forma ele será realmente feliz, e comparando com hoje em dia, Aristóteles diria que o ser humano deveria se preocupar tanto com seu físico quanto com seu intelecto, e não somente com um dos dois, ou seja, deve haver um balanceamento, uma harmonização. Ele dizia também que devemos sempre chegar na virtude, por exemplo, à respeito dos prazeres o homem não deve ter nem um excesso que seria a libertinagem, e nem insensibilidade, mas deve chegar a um meio termo, que seria a virtude, e no caso dos prazeres seria a temperança. Esse é só um dos itens que Aristóteles cita `a respeito do meio termo, para ele deveria haver uma harmonia no ser humano.
Política
Ele dizia haver uma necessidade de o ser humano conviver em sociedade, ou seja, ter um convívio com pessoas de sua família e entre as outras pessoas em geral, mas Aristóteles dizia que a forma mais elevada de convívio humano só poderia ser o Estado.
Ele citava várias formas de Estado as quais ele considerava boa, como a Monarquia, a Aristocracia, e a democracia, mas todas essas formas de governo ele concordava haver algo que não era muito favorável.
A visão da mulher
Ele dizia que a mulher seria um homem incompleto, que faltava agilidade. Na reprodução ele dizia que a mulher era receptora e passiva e por isso o filho só receberia características do pai. A mulher seria apenas um forno em que se coloca a massa do bolo para assar.
E infelizmente essa foi a visão predominante na Idade Média, à respeito da mulher. A igreja também tinha essa visão sobre a mulher, a qual com certeza não se baseava na Bíblia, afinal, Jesus não tinha nada contra as mulheres.
O Helenismo
Mais ou menos na época em que morre Aristóteles (322 a . C) Atenas esta perdendo sua potencialidade devido a vários fatores, entre eles a fatores políticas, as quais vieram em decorrência das conquistas de Alexandre Magno.
Ele foi rei da Macedônia, tendo conseguido a vitoria sobre os persas, um de seus professores foi Aristóteles que também morou na Macedônia. Ele também uniu o Oriente Médio, o Egito e a Índia à civilização grega. Ou seja, passou a haver uma cultura predominante grega que abrangia todos os outros grandes reinos, esse período que durou cerca de 300 anos é chamado de helenismo. Roma também teve influências da cultura grega, mas com o tempo foi predominando sobre os grandes reinos, que seria o fim da Antigüidade, que seria o período romano, a língua latina passou a predominar na Espanha entre outras coisas que aconteceram.
Religião, Filosofia e Ciência
O helenismo seria, basicamente, o desaparecimento das fronteiras entre diversos países e diversas culturas, ou seja, cada cultura existente em cada reino foram misturadas e dando um resultado utilizado em todos os reinos.Com essas misturas de pensamentos, idéias, e religiões, vai surgindo novas religiões ou seja, um sincretismo religioso. No final da Antigüidade, quando as pessoas se dão conta do desaparecimento das barreiras entre uma cultura e outra há uma certa dúvida sobre o que seguir, qual religião entre tantas será a certa? Essa época é marcada como um período pessimista, em que diziam que o mundo havia envelhecido. As religiões dessa época visavam passar aos seus fiéis "fórmulas" para terem a salvação, ou seja, a vida eterna, após a morte. Em relação à filosofia não houve nenhum filosofo excepcional como Sócrates, Platão, Aristóteles, apenas teve várias pessoas que se inspiraram nesses filósofos de Atenas, surgindo então várias correntes filosóficas.
Em relação às ciências, Alexandria passou a ser uma espécie de metrópole da ciência, lá havia uma biblioteca que abrigava diversas obras científicas, como a matemática, biologia, astronomia e medicina. Enquanto a metrópole da filosofia continuou sendo Atenas. Com essas diversas mudanças podia se ter uma visão mais ampla à respeito de tudo o que acontecia.
Os Cínicos
O ponto de partida para essa corrente filosófica, se baseia em Sócrates que certa vez disse ao passar por um mercado de vendas de mercadorias :
"Vejam quantas coisas o ateniense precisa para viver"
Ou seja, ele queria dizer que não precisava de nada daquilo para viver, ele queria dizer que tem liberdade suficiente para não ser dependente de todas àquelas coisas que se vendia.
Então se baseando nisso, os cínicos diziam que para você atingir a verdadeira felicidade você deveria se libertas das coisas materiais, como Sócrates referiu-se no mercado. E, por não precisar de artigos materiais para ser feliz, eles diziam que qualquer pessoa podia conquistar a felicidade, e depois de descobri-la, não deixará nunca mais de ser feliz. Havia um filosofo cínico, Diógenes que vivia em situação praticamente precária, pois ele dormia dentro de um barril, e possuía apenas uma túnica, um cajado e um embornal de pão. Dizia se que em certa ocasião Alexandre Magno chegou em Diógenes, e lhe perguntou o que ele mais desejaria ter, e então Diógenes disse que queria apenas que ele saísse da frente do sol, ou seja, com isso podemos perceber que Diógenes era mais rico que, até mesmo, Alexandre, pois ele estava contente com tudo o que tinha. Os cínicos diziam que também as pessoas deveriam não ficar se preocupando com o que os outros pensam, com o sofrimento dos outros. E por esse motivo, o termo cínico seria utilizado até hoje, mas apenas por referencias à imprudência, insensibilidade em relação ao sofrimento dos outros.
Os estóicos
Eram os filósofos que diziam que cada ser humano era um mundo, ou seja, o mundo estava presente em cada indivíduo, e cada um de nós somos parte de uma razão universal. Co essa idéia, se chaga a uma forma de justiça, que seria a do direito natural, a qual cada ser humano tem seu direito, que provêem de si mesmo, e que nunca mudará, e esse direito vale para todas as pessoas, sejam elas ricos, pobres, escravos. Eles diziam que havia uma única natureza, ou seja, ele dizia que não havia oposição entre matéria e espírito. Os estóicos apoiavam a convivência entre as pessoas, em uma sociedade, eles se interessavam também por política. E devido a esses filósofos, a filosofia conquistou espaço em Roma. Cícero que cunhou o conceito de humanismo , dizendo que o homem ocupa o ponto central. Eles eram conformistas, pois diziam que devemos nos acostumar com nossos destinos, pois nada acontece por acaso, e que todos os processos naturais aconteciam por leis da natureza. Os estóicos também eram indiferentes quanto aos fatores externos, assim como os cínicos.
Os epicureus
Um dos alunos de Sócrates, Aristipo, pensava diferente dos cínicos e dos estóicos, ele dizia que a liberdade é satisfazer o desejo dos sentidos, ou seja, evitar a dor.
Mais tarde, Epicuro funda a escola dos epicureus em que ele aperfeiçoa a teoria de Aristipo, e junta com a teoria do átomo de Demócrito.
Ele dizia que devemos ponderar nossos prazeres, ou seja, não devemos exagerar de uma vez só em determinada coisa que nos de prazer, ele dizia também que é muito bom o prazer a longo prazo, aquele em que você planeja um tempo antes, para depois executá-lo, pois vale a pena.
Ele usava a teoria de Demócrito quanto ao fato de não acreditar em vida após a morte, e como muitas pessoas iam procurá-lo, amedrontados, ele dizia que não há motivos para temer a morte.
Posteriormente a teoria de Epicuro foi "aperfeiçoada", se dizia que devemos viver o momento.
O Neoplatonismo
Uma das correntes filosóficas mais fortes, baseada em Platão, portanto o nome neoplatonismo. O mais importante neoplatônico foi Plotino, que com suas teorias influenciou o mundo cristão da época.
Ele acreditava na existência de um Deus, uno, o qual ficava no polo das luzes, e havia outro polo, que era o das trevas, na verdade ele dizia que não havia as trevas e sim a ausência de luz. Então ele dizia que o polo das luzes é o mundo das idéias, e o mundo dos sentidos é o mundo das trevas, que é obscuro, distorcido, e que não existe realmente. Ele dizia que podemos ver o mistério divino em todos os objetos e seres, inclusive em nós mesmos. Para falar de sua teoria ele também utilizava a alegoria da caverna de Platão.
Ele experimentou também fundir sua alma com Deus, o que seria para nós experiências místicas.
Misticismo
Seria quando a pessoa se funde com Deus, ou seja, ela e Deus se tornam uma só. Umas chamam essa força maior de Deus, outras chamam de universo, natureza cósmica e etc... E ao se fundir a Deus, você se sente o maior de todos , afinal, você se sente um Deus. Mas para chegar a esse estagio há a necessidade de muita meditação e ter uma vida extremamente simples.
É encontrado em várias religiões o misticismo, umas se diferem da outra. No cristianismo, quer se encontrar um Deus mais não um Deus que é a natureza, os Cristãos acreditam em um Deus que está muito além e acima de tudo o que se tem na Terra.
No budismo, por exemplo, se tem a intenção de se fundir com Deus, literalmente, tendo o "eu cósmico". Existem várias outras religiões com características místicas também.
Dois círculos culturais
Os Indo-Europeus
São os países e culturas os quais se falam a língua indo-européia. E são pertencentes a ela quase todas as línguas européias e algumas línguas indianas e iranianas.
Eles surgiram por volta de 4 mil anos atrás, nas margens do mar Negro e Cáspio, depois migraram para outras regiões, como a Grécia, entre outros países da Europa. Com essa migração teve uma fusão de religiões e culturas em toda a Europa.
E falamos da existência de um círculo cultural indo-europeu pelo fato de os escritos da Índia, da filosofia grega, mitologia de Snorre Stuarlasson terem sido escritos na mesma língua, e além de terem a mesma língua, havia também uma semelhança entre os pensamentos.
A cultura deles era marcada por eles serem politeístas, ou seja, acreditarem em vários deuses. Entre todos esse países podemos ver a semelhança no nome dos deuses que eles acreditavam, havia também a semelhança nos próprios mitos, não são exatamente iguais, mas a idéia que eles queriam passar eram as mesmas.
Eles também tinham em sua cultura a idéia de previsão, acreditavam no destino. Pode se perceber a semelhança nas palavras que provavelmente vieram de uma mesma raiz. Pode-se dizer também que a filosofia surgiu nessa época pelo fato de haver uma certa especulação à respeito do mundo, e isso provavelmente propiciou uma especulação sobre o mundo utilizando-se a razão.
Os indo-europeus acreditavam também que a história não tinha começo nem fim, ela se desenrolava em círculos, assim como as estações de ano. Uma alternância entre nascimento e morte. O hinduísmo e o budismo são de origem indo-européias, e por isso tem várias semelhanças entre si, além de serem bastante conhecidas pela especulação filosófica presente nessas duas religiões. Essas religiões dizem que o homem deve viver em reclusão, meditar bastante e que para chegar a Deus há a necessidade de se dedicar ao conhecimento religioso. Eles também acreditam, assim como Plotino também acreditava, que através de muita meditação e uma vida simples podemos nos fundir com Deus.
Em algumas dessas culturas acreditava-se na transmigração da alma, ou seja, que sua alma vai para outro mundo, e podemos ver muita ligação dessa idéia com as teorias de Platão à respeito dos dois mundos, o mundo das idéias e dos sentidos.
Os semitas
Era uma cultura bem diferenciada da cultura indo-européia, inclusive a língua falada e o estilo de religião. Os primeiros semitas surgiram na Arábia, mas se expandiram para outros lugares do mundo, assim como os indo-europeus
Pode se perceber a semelhança entre as três religiões ocidentais (judaísmo, islamismo, e o cristianismo), as palavras escritas em seus respectivos livros sagrados tem a mesma origem semita.
O cristianismo teve seu novo testamento escrito em grego, e teve também a doutrina cristã reformulada , tendo influências da filosofia helênica
Uma grande diferença entre os indo-europeus e os semitas, é de que os semitas sempre acreditaram em um único Deus, ou seja, eles eram moteístas. Pode-se perceber essa característica até os dias de hoje, em que as religiões cristã, islâmica e hindu acreditam em apenas um Deus. Eles também acreditam que a história é linear, e que no passado Deus criou o mundo e haverá o fim desse mundo que será no dia do juízo final, quando será julgado os vivos e os mortos.
Há bastante raízes históricas nas religiões ocidentais , pois os semitas sempre se preocuparam com as escrituras da história a milhares de anos, ou seja, podemos ver em livros sagrados traços históricos.
Jerusalém é a cidade mais importante para essas três religiões, onde cada uma delas consideram algo de extrema importância nessa cidade. E por terem a mesma cidade como sendo a mais importante, gerou muitas brigas que duram até hoje. Diferente dos indo-europeus o sentido mais importante para os semitas era a audição, enquanto os indo-europeus consideravam a visão. Podemos ver nas escrituras que as pessoas se comunicavam com Deus através da fala, e que Deus se comunicava com as pessoas através da fala também, e até hoje isso é percebido, pois as pessoas ao orarem falam com Deus. E eles não admitem criação de imagens de Deus (diferente dos indo-europeus). Apenas a igreja católica romana tem imagens de Jesus e santos, (influências do mundo grego). Nessas três religiões também podemos observar o abismo existente entre o homem e Deus (o homem não fica meditando para se fundir com Deus) ele tenta seguir uma vida livre dos pecados, e sempre que peca perde perdão a Deus.
Israel
Em relação ao cristianismo, Deus criou o mundo, como podemos ler na bíblia, sendo os primeiros homens Adão e Eva, os quais foram expulsos do paraíso como castigo por desobedecer a Deus. Em decorrência disso, a morte passou a fazer parte do mundo.
O fato é que em toda a história contada na bíblia encontraremos fatos relatando a desobediência do homem a Deus. Mas também veremos histórias de homens que serviram a Deus grandemente como, Noé, Moisés, Abraão, Davi, entre outros.
Os reis, por volta de 1000 aC eram ungidos pelo povo e recebiam o título de Messias, pois eram vistos como mediadores entre Deus e o povo, e o país que governava era chamado de "reino de Deus".
O interessante é que mesmo com a constante desobediência do homem, Deus tira o povo do Egito e os leva a Israel. Não demorou muito e o reino de Israel começou a enfraquecer, perdendo seu prestígio político e religioso. Com isso os judeus começaram a questionar a Deus e também passaram a achar que tudo o que estava acontecendo era um castigo por causa de suas desobediências.
Em torno de 750 aC começou a surgir alguns profetas que anunciavam que Deus iria salvar uma parte do povo e enviar um príncipe da paz.
Jesus
Na época de Jesus, onde havia a esperança da chegada de um príncipe da paz (citado logo acima), as pessoas imaginavam que esse príncipe teria caráter político, assim como o rei Davi por exemplo. E a 200 anos antes do nascimento de Cristo apareceram vários profetas que diziam haver um futuro salvador (o príncipe da paz), que viria ao mundo para acabar com o sofrimento de todos os povos, sem exceção, e que salvaria todas as pessoas da morte, pagando o preço pelos nossos pecados.
Então, nasce Jesus (em Belém), vai para Jerusalém onde diz ser o filho de Deus, o Messias. E muitas pessoas passam a segui-lo, acreditando que ele era o filho de Deus, o príncipe da paz, Jesus se deixa ser ungido pelo povo, assim como acontecia com os reis.
Antes de Jesus, surgiram vários "falsos" Messias, os quais diziam ter vindo para salvar o mundo, com caráter militar e político. E o que diferencia Jesus desses outros, é o fato de Jesus não ter esse caráter , e admitir publicamente não ser um comandante político ou militar. Sua missão estava muito além disso, ele pregava o amor entre as pessoas, a paz, e perdoava as pessoas em nome de Deus, o que nunca ocorreu em todo o mundo. E isso foi um dos maiores motivos para os escribas irem contra o que Jesus dizia, sendo os escribas também uma das forças para a morte de Jesus.
As pessoas esperavam por um general, como o príncipe da paz, e não por um rapaz simples que dizia que devemos amar aos pobres, aos fracos, e a todos. "Amar ao teu próximo como a ti mesmo". Ele dizia também que não devemos ter preconceitos, como o de conversar com prostitutas entre outras pessoas que na época era motivos de preconceito. E Jesus ainda diz que qualquer homem que volte para Deus é perdoado, mesmo sendo um ladrão da pior categoria, se ele se voltar para Deus, Ele o perdoará, pois tamanha é sua misericórdia ( e podemos ver esse exemplo quando Jesus é crucificado entre dois ladrões , e um deles (Dimas) pede perdão, e Jesus lhe diz que está perdoado e ao acordar estará no paraíso ). E que não adianta ser um homem de boas obras se não se voltar para Deus. Nenhuma pessoa poderia obter a graça de Deus por seus próprios méritos e sim sendo humilde, se voltando para Deus, pedindo perdão e orando. Podemos dizer que Jesus foi excepcional, devido à sua coragem em dizer o que pensa, indo contra os pensamentos da época (tanto que foi parar na cruz, por pregar mensagens de paz e amor, e dizer que somente se voltando para Deus poderemos ter a salvação, ou seja, o poder do homem, dos reis da época seria bem menor e isso foi um fator decisivo para eles eliminarem Jesus, pois não queriam ter alguém mais poderoso que eles)
Para o cristianismo, Jesus foi a única pessoa justa que já se passou pelo mundo, foi a pessoa que morreu para nos livrar da morte, que o preço de sua morte foi perdoar nossos pecados.
Paulo
3 dias após a morte de Jesus, surgiram boatos de que ele havia ressuscitado, e com isso era provado que ele realmente era o "filho de Deus", o qual veio nos salvar, surgindo então a religião Cristã. E o cristianismo só existe porque houve a ressurreição de Jesus, e a partir de então, as pessoas começam a ter esperança em ressuscitarem , mas para isso era necessário a graça de Deus, para haver a ressurreição da carne havia a necessidade de você aceitar Jesus na sua vida (pois ele morreu por você, para te salvar, e somente ele pode te livrar da morte), e você não conseguiria essa vida eterna com seus próprios méritos, (como já foi dito em algumas linhas acima). Uma particularidade interessante é que entre os judeus não havia a idéia de alma imortal, essas idéias haviam apenas no mundo grego, ou seja, o cristianismo dizia que você poderia se livrar da morte, (mostrando com isso, suas influências helênicas).
Alguns anos depois de sua morte, um dos fariseus, Paulo, se converteu ao Cristianismo, e fez várias viagens para dar o testemunho da vida de Jesus e propagar todos os ensinamento de Jesus. E lendo o quinto livro do novo testamento, atos dos apóstolos, podemos verificar isso. Com a propagação que Paulo fez, a religião Cristão tornou-se a religião universal no mundo greco-romano. Paulo também dava seus sermões através de cartas, enviadas a várias comunidades Cristãs, como os Romanos, os Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonicenses, Timóteo, Tito, Filemon, e Hebreus.
Paulo diz em uma carta aos Coríntios (I Coríntios, 15:12-19): "Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens."
Dessa forma Paulo nos deixa bem claro que apenas há a existência da religião Cristã devido ao fato de Jesus ter ressuscitado entre os mortos.
Paulo também viajou a Atenas e ficou indignado com a idolatria que prevalecia na cidade, e então conversando com alguns filósofos ele foi convidado a dar seu testemunho, e assim fez, em uma das colinas próxima à Acrópole. O mais interessante era que Paulo entrava em uma cidade com costumes completamente diferente, religião diferente, e falava sobre algo completamente novo para os atenienses, sobre Jesus Cristo. E Paulo deu seu discurso, em que ele dizia que não devemos adorar a Deuses que habitam em templos feitos por homens, pois o Deus de todo o mundo não precisa de habitar nesses templos. Disse várias coisas à respeito do que um verdadeiro Deus faz, e disse também que Deus havia enviado um homem o qual morreu por nossos pecados, e que por isso podemos orar e pedir perdão, pois está marcado um julgamento final, em que Deus irá julgar os vivos e os mortos. Paulo foi motivo de zombaria entre alguns atenienses quando ele diz que Jesus ressuscitou, mas alguns atenienses também se converteram ao Cristianismo e em cerca de 4 séculos depois o mundo greco-romano estava cristianizado.
O Credo
Paulo não foi fundamental somente para propagar o cristianismo, mais foi muito útil para orientar as pessoas, pois muitas delas achavam que para se tornar Cristão era necessário passar pelos ensinamento judaicos, e Paulo dizia que não era assim, ele dizia que bastava aceitar Jesus em sua vida, pois Jesus agora era a nova aliança entre o povo e Deus.
Mas como havia muitas outras religiões na época, havia a necessidade de estabelecer regras dentre o cristianismo, para não haver o risco de ocorrer fusões dentre o cristianismo, que em alguns casos poderiam ser distorcidos. Por isso passa a surgir uma doutrina clara, os primeiros credos as primeiras profissões , ou seja, os dogmas.
Havia também o fato de que Jesus tinha sido homem e Deus, ele era filho de Deus e Deus ao mesmo tempo. Ma havia a necessidade de entender que Deus não era metade Deus e metade homem, e sim que "Deus se fez homem".
Pós-Escrito
Com isso podemos perceber o impacto que o nascimento do cristianismo deu no mundo, pois ouve um encontro dramático entre dois universos culturais, ocorrendo então uma grande transformação histórico-cultural. E a partir de então passamos a deixar a Antigüidade, e entrar na Idade Média. E para nos tornarmos pessoas de verdade, precisamos ter uma noção do que ocorreu em nosso mundo, ou seja, se não sabemos de onde virmos , seremos meros ignorantes, que nem sabe porque está no mundo.

Idade Média
A idade média durou 10 séculos, começou no séc. IV dC, e durante o século V e VI não houve nenhuma mudança relevante, no séc. XII e XIII que seria a baixa Idade Média, época em que se foi construídas as grandes catedrais da Europa. Enfim, no séc. XIV a Idade Média caminha em rumo ao seu fim.
O cristianismo foi mais ou menos proibido até o séc.III, e somente mais ou menos no começo do séc III, o cristianismo é adotado como religião oficial de todo o Império Romano.
No séc.IV, Roma sofre um abalo:
• em 330 Constantíno transfere a capital do império romano para Constantinopla
• em 395 o imperio Romano foi dividido em dois, Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente, e a capital era Constantinopla
• em 410 Roma recebe a entrada de bárbaros
• em 476 o império do ocidente ruiu (enquanto o império do Ocidente durou até 1453, pois os turcos tomaram Constantinopla)
• em 529 a academia de Platão é fechada, e nesse mesmo ano é fundada a 1ºgrande ordem religiosa
• em 529 a igreja cristão dá um basta na filosofia grega, e a partir daí eles passam a dominar , deter o monopólio da educação, entre outras coisas.
A expressão Idade Média surgi no Renascimento, e quer dizer o intermediário entre o período clássico e o renascimento , ou seja, na Idade Média seria o período das trevas e o renascimento seria o período das luzes, um renascer da razão (mas sobre o renascimento veremos mais adiante). Nessa época havia uma grande rigidez e autoridade, diferente da época anterior e da posterior. E foi na Idade Media que surge as primeiras escolas, os primeiros conventos. Também surge nesse período várias outras nações, culturas diferentes, e muitos contos em que conhecemos até hoje, como os da Branca de Neve.
Os países que se tornaram Cristãos a menos tempo que os outros, como por exemplo a Noruega, eles tem suas antigas crenças ainda presentes mesmo dentre o cristianismo, e que com o tempo se harmoniza as duas formas de cultura, a cristã, e a regional. Havia uma unidade de cultura cristã, pois a religião cristã era a oficial, a que foi imposta.
A partir do séc V há um grande declínio cultural, e a base de comércio voltou a ser por trocas, nessa época também surge o feudalismo, onde os nobres tinham as terras e os camponeses tinham que trabalhar nelas para sobreviver, não havia como você mudar de uma classe social para outra.
No final do séc IV o bispo de Roma se torna chefe da igreja católica romana, ou seja, sendo chamado de papa, que seria uma espécie de representante de Jesus na Terra, e por isso Roma era a capital da Igreja. Com o passar do tempo outros estados foram criando forças e tentando concorrer com a Igreja para a posse do poder.
Este Império Romano passou a ter ramificações, gerando alguns núcleos Cristãos, uma das ramificações havia em uma cultura muçulmana, e quando Maomé morre (em 632) o oriente médio e o norte da África, passa a ser conquistados pelo Islã. Seus locais sagrados eram Medina, Jerusalém e Bagda, e esse povo também herdou um pouco da cultura grega , principalmente em relação à ciência, onde eles, os árabes eram líderes em várias ciências, como por exemplo a matemática.
Em relação aos principais filósofos da antigüidade, seus pensamento permaneceram na Idade Media, claro que não com a intensidade de antigamente, mas eles voltam com toda a intensidade no final da Idade Média, pois passava a surgir o renascimento, ou seja, um ressurgimento da antiga cultura.
Os filósofos da Idade Média questionavam se devemos ser submissos à religião Cristã, como o sistema impunha . Muitos deles também pensavam se podemos chegar à essa "verdade cristã" através da razão. Praticamente a filosofia da Idade Média gira em torno de tentar harmonizar o que dizia a razão e o que estava escrito na bíblia, mas essa harmonia seria difícil de se concretizar. Um desses filósofos foi Santo Agostinho, o qual não foi Cristão em toda a sua vida, antes de se tornar Cristão ele pesquisou muitas corrente filosóficas e viajou muito com esse intuito, de obter uma harmonia entre a razão e a religião. Santo Agostinho também foi Maniqueu ( os maniqueus eram uma espécie de seita em que havia uma doutrina meio filosófica e meio religiosa ). Santo Agostinho não se contentava com algumas teorias dessa seita, e depois de muitas pesquisas podemos perceber que a corrente filosófica que ele mais se identificou foi com o neoplatonismo, a corrente a qual ele sofreu grandes influências. Ele então se converte ao cristianismo, mas um cristianismo com influências platônicas. Para Santo Agostinho havia um paralelo muito grande entre a filosofia platônica e o cristianismo, e ele dizia que para podermos ter paz com nossa consciência, a paz de saber o mistério de tudo veio quando ele se converteu ao cristianismo, então Deus iluminou suas idéias e com isso você passa a ter uma paz, onde as questões da razão não te preocupam mais.
Este paralelo que ele faz entre os pensamentos de Platão e o Cristianismo tem bastante lógica, por exemplo, um dos pontos é que Deus antes de inventar o mundo tinha as idéias em sua "mente" (que seria o mundo das idéias, eternas e imutáveis ) e a partir dessas idéias ele cria o mundo ( o mundo dos sentido que Platão se referia ), ele se baseia bastante na bíblia e na filosofia platônica para chegar a todas as conclusões em que chegou.
Até o séc X as escola dos mosteiros detinham o monopólio da educação, depois passam a surgir as primeiras universidades.
Outro filósofo importante que surge na Idade Média foi São Tomás de Aquino ( 1225-1274 ), foi professor em Paris, e é considerado um filosofo, assim como um teólogo também, e da mesma forma que Agostinho "cristianizou" Platão, Tomás de Aquino também cristianiza Aristóteles ( ou seja, fazia várias comparações e paralelos entre o pensamento aristotélico e o que estava escrito na bíblia ).
Por fim, esses filósofos procurava conciliar antigas teoria filosóficas com o que estava escrito na bíblia, tentando obter uma harmonia entre a razão e a fé. Tomás de Aquino dizia que quando olhamos para a natureza não temos como negar a existência de um Deus, alguém que esteja por trás disso tudo, e que através da bíblia podemos ter maior conhecimento sobre Deus, ele também dizia que na escala ( de Aristóteles ) Deus estava no topo, lá em cima, acima de todos e de tudo. Mas, Aquino também adota a visão que Aristóteles tem da mulher (infelizmente), e diz que podemos ver que a mulher é inferior na própria bíblia, onde no primeiro livro de Moisés, (gêneses) Deus cria a mulher a partir da costela de Adão.

O Renascimento
Alguns anos após a morte de São Tomás de Aquino, a igreja católica passa por alguns problemas, vai perdendo sua força.
Os filósofos da Idade Média diziam que não podemos chegar à existência de Deus através de nossa razão, então o que importava não era ficar tentando entender o mistério do cristianismo, mas sim ser submisso a Deus. Pois para acreditar em Deus é necessário ter fé, e a fé não vem da razão.
Devido ao fato de a religião e a ciência ter estabelecido um relacionamento mais livre, criou-se abertura para grandes transformações ocorridas, como o Renascimento e a Reforma, no séc XV.
O Renascimento seria o "nascer novamente" da cultura antiga e a sua arte. Outro fato importante era eles voltarem a acreditar que o homem estava no centro de tudo, assim como achavam na antigüidade.
Uma característica marcante do Renascimento, é que a partir dessa época passa-se a imprimir os livros, e como na Idade Média qualquer livro estava em monopólio da igreja, com o começo das impressões a igreja perde esse monopólio, e fica mais fácil ter acesso a alguns livros. Nessa época também cresceu muito a criação de vários instrumentos importantes, como a bússola, a pólvora, o telescópio, e etc..... Com o renascimento há uma grande abertura para muitas coisas, com por exemplo, várias modificações no âmbito cultural e econômico. E como no fim da Idade Média surge uma nova classe, os burgueses, no comércio passa a haver a utilização da moeda, e com isso não se cria apenas para uso próprio, e sim para lucro, o que impulsiona a criatividade e imaginação para novas invenções, para gerar lucro.
No Renascimento o ponto de partida é o homem, e não Deus, como era na Idade Média. O homem passa a ser mais valorizado, é o centro de tudo, o que com certeza não ocorria na Idade Média.
O Renascimento se diferenciava da Antigüidade pela euforia de vida dos renascentistas, que viviam como se fosse morrer amanhã. Nessa época que nomearam o meio entre a Antigüidade e o Renascimento de Idade Média.
Podemos ver uma das maiores ousadias dos Renascentistas, que foi construir uma catedral de mais de duzentos metros de largura e trinta metros de altura, a catedral de São Pedro foi construída acima do túmulo do apostolo Paulo. Outro fato marcante no Renascimento era que a natureza era vista como algo ótimo de se viver, pois não se tinha mais aquela visão de que a vida na Terra era uma preparação para uma vida no céu. As pessoas consideravam a natureza divina, pois diziam que Deus estava presente de todas as formas na natureza.
Mas, nesse período existiam também as pessoas que eram contra esse "humanismo" ( essas pessoas eram a Igreja e o poder estatal autoritário ), então havia uma grande perseguição a alguns humanistas (como o Giordano Bruno, que foi queimado no mercado de flores de Roma) havia perseguições também aos bruxos e bruxas.
No Renascimento se desenvolveu também um novo método científico, que seria investigar a natureza através de nossos próprios sentidos, através da observação e também das nossas experiências e experimentos ( e chamamos esse método de método empírico ), ou seja, nosso conhecimento sobre as coisas é adquirido através de nossas experiências. E a partir do momento que o homem passa a se aprofundar em suas experiências com a natureza ele passa a intervir na natureza, e querer domina-la, controla-la e com isso o homem passa a se libertar das condições impostas pela natureza.
Outro fato importante ocorreu em 1543, data em que Copérnico lança um livro em que ele dizia que não é a Terra o centro do universo, e sim o sol (visão heliocêntrica do mundo), ou seja, era a Terra que girava em torno do sol. Temos também outro cientista famoso, Galileu Galilei, o qual inventou a lei da Inércia em que ele dizia: "Todo corpo permanece no estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta enquanto não é obrigado a alterar este estado pela ação de forças que atuam de fora", ele dizia que a maçã só cai de uma árvore pelo fato de sua massa corpórea ser maior que a gravidade, e por isso ela é atraída para o chão. Depois de Galileu apareceu Isaac Newton, ele explicou como e porque os planetas giram ao redor do sol, tendo como referência a lei da Inércia de Galileu.
Podemos dizer que as pessoas aos poucos iam vendo que não eram o centro do mundo e nem o mais especial dos seres, pois apareceu outro cientista (Darwin) que dizia que o homem é uma evolução dos animais.
Nessa época teve a Reforma, e um dos fatos mais importante na reforma religiosa foi a tradução da Bíblia para outras línguas também. Um dos mais importantes reformadores foi Martinho Lutero , que rompe com a igreja católica, em que ele dizia que não devemos pagar indulgências para sermos aceitos por Deus, ele rompe com muitos princípios da igreja adquiridos na Idade Média. Ele volta à fonte do Cristianismo, dizendo que só podemos obter a verdade sobre Deus e Jesus Cristo através das escrituras sagradas. Ele enfatizava também que o homem não era perdoado por Deus, e salvo somente freqüentando a igreja, mas sim através da fé. E essa forma de pensamento ele obteu lendo a bíblia.

O Barroco
O Barroco começa no séc. XVII, e seu nome quer dizer (pérola irregular).
A arte barroca era composta de formas cheias de contraste, nem um pouco harmônicas.
Na época do barroco havia contradições fortíssimas, uma dessas contradições ainda era a visão do mundo renascentista, a outra contradição era a visão de que devemos ter uma vida em completa reclusão.
Podemos perceber que havia tanto na arte quanto na vida várias formas de contrastes. Foi no Barroco que surgiu uma importante expressão "Carpe Diem", que dizia que devemos aproveitar o dia de hoje. Ele também foi marcado pela vaidade e irracionalidade, mas também muitas pessoas pensavam que nada dura para sempre e se preocupavam com isso, de que tudo que existe um dia irá morrer.
Houve algumas guerras nessa época, e a mais importante foi a Guerra dos 30 anos, que era a luta entre protestantes e católicos.
O fim do Barroco na Suécia foi marcado pela morte de Gustavo III, que morreu assassinado.
Foi no Barroco que surgiu também o teatro moderno o qual utilizava cenários e maquinaria. O teatro criava em cena uma ilusão em que era desmascarada na própria peça, e dessa forma o teatro refletia a própria vida. Um escritor de peças para o teatro foi Shakespeare, ( que viveu entre o renascimento e o barroco ). Ele também estava preocupado com o fato de o mundo durar pouco tempo, Shakespeare compara a vida com um sonho, ele dizia que " Somos feitos da mesma matéria que compõe os sonhos, e nossa breve vida está envolta em sono...". E essa comparação da vida com o sonho foi feita também a muito tempo antes, por Chuang-Tsu, que um dia ao acordar se perguntou se era um homem que havia sonhado ser uma borboleta, ou se era uma borboleta que estava sonhando ser um homem.
A filosofia também teve várias correntes contraditórias, como o ponto de vista idealista, e o materialista. O ponto de vista materialista foi nutrido pela ciência natural que havia sido fortemente retomada por Newton entre outros cientistas. O idealismo e o materialismo atravessa toda a história da filosofia.
O 1º tópico que eu levantei no trabalho (baseado no livro) primordial e muito importante para uma análise da história da filosofia e da filosofia propriamente dita, pois à partir dele podemos ter uma reflexão sobre o assunto e perceber o quanto a filosofia é importante e fundamental para nossa vida, pois ela está por trás de qualquer assunto, qualquer ciência. Posso dizer que a pessoa que falar que a ciência é a base de tudo por ser mais exata e confiável, está completamente enganada pois para a ciência ser ciência ela foi anteriormente uma especulação filosófica. Dessa forma podemos perceber a grande importância da filosofia, e do filosofo (infelizmente poucas pessoas pensam dessa forma). Outro item levantado na introdução do trabalho é : Quem são os verdadeiros filósofos? Posso dizer, com base em meus pensamentos e com o que está escrito no livro, que os verdadeiros filósofos são aquelas pessoas encantadas e admiradas com os acontecimentos do mundo, ele sempre questionará qualquer acontecimento que aos olhos de uma pessoa comum parecem absolutamente normal, assim como uma criança faz.
O 1º filosofo surge em Atenas, e o maior impacto que a filosofia gera é ir contra a visão mitológica do mundo, não totalmente contra, mas eles passam a ter teorias de como surge o mundo através da razão, (base fundamental para a filosofia) e dessa forma eles contradiziam os mitos (os quais não eram baseados na razão, e sim, de certa forma, contos inventados para explicar os mistérios da vida). Os primeiros filósofos são os que questionavam de onde vem o mundo, como ele é formado, sobre os processos da natureza, e por isso são chamados de filósofos da natureza.
Os 3 primeiros filósofos foram respectivamente Tales, Anaximandro, Anaxímenes, e podemos perceber que suas teorias para a formação do mundo e do processo natural partem de um único princípio. Tales dizia que este princípio é o elemento água, Anaximandro dizia que o mundo surgia de um "infinito" e acabava neste infinito também, e Anaxímenes dizia que o elemento básico para a formação de tudo era o ar.
Mesmo que essas teorias pareçam idéias vagas e incompletas aos meus olhos, reconheço o mérito desses 3 filósofos, pois tiveram uma teoria racional em uma época que a mitologia predominava, e principalmente por serem os primeiros a pensarem dessa forma.
Com as questões e as teorias levantadas por esses filósofos surgem outros que questionaram essas teorias, utilizando a seguinte pergunta: Como tal substância poderia se transformar em coisas completamente diferentes uma das outras?
Dois dos filósofos que tentam responder a essa questão são Parmênides e o Heráclito.
Concordo com Parmênides em partes, ele tem razão (ao meu ver) quando diz que nada surge do nada, pois com a minha razão não consigo imaginar algo surgir do que não existe, e por isso chegaria-se à conclusão de que tudo sempre existiu, mas contradizendo meu pensamento também não consigo imaginar que tudo sempre existiu. Não concordo com Parmênides quando ele diz que nada muda, eu acredito que as coisas estão em constante transformação (teoria de Heráclito).
Se Heráclito diz que tudo flui, e Parmênides diz que nada muda, há uma grande contradição entre esses 2 filósofos. E para tentar consertar essa situação, Empédocles (outro filosofo) diz que estamos em constante transformação, mas a base dessas transformações é imutável, e seria os 4 elementos, água, terra, ar e fogo. E o que impulsionava essas transformações eram o amor (une) e o ódio (separa) sendo duas forças contrárias.
O estranho dessa teoria é a força de impulso, não consigo imaginar que através de duas forças tudo fica em constante movimento (da forma que é na natureza).
Outro filosofo importante é Demócrito, o qual cria a teoria atômica, que seria partículas indivisíveis e invisíveis a olho nu. Muito interessante é a comparação que o autor do livro faz entre a teoria atômica e o brinquedo lego, dando uma ótima ilustração sobre o que Demócrito queria dizer com a teoria atômica.
O livro faz referência também ao destino e ao oráculo de Delfos, os quais eram importantes na época, em Atenas.
À partir da filosofia, surge a medicina que procura curar o ser humano com praticas racionais e não míticas.
Em geral pode-se perceber a influência que a filosofia teve sobre as novas ciências que começavam a aparecer.
A partir de agora podemos dividir a história da filosofia através de um marco; Sócrates, que é o 1º a questionar o homem, a sociedade. Na mesma época que Sócrates existiam os sofistas (os quais tinham a arte da retórica e se contentavam com o que sabiam).
O método de Sócrates é a ironia, o questionamento, Sócrates faz uma reflexão sobre a moral e diz que a razão é fundamental para se ter uma moral justa. A justiça, o bem, a virtude constitui a ausência do ser. Sócrates é acusado diante da EKKLESIA por corromper a juventude e ir contra a existência dos Deuses.
Sócrates realmente foi um marco por seu pensamento inovador e filosofia inovadora, com isso ele abre as portas para seus discípulos.
Platão: (o qual tem a teoria do mundo das idéias e dos sentidos), ele também criou a alegoria da caverna, a qual pode ser utilizada como metáfora até aos dias de hoje, em diversas situações. Platão também desenvolve uma teoria de como deveria funcionar o Estado.
Aristóteles foi discípulo de Platão, para ele o intelecto humano é "vazio", ele acreditava que os conceitos se davam através dos 5 sentidos (diferente de Platão que acreditava existir o mundo das idéias). E Aristóteles também foi muito importante para as ciências biológicas.
No helenismo podemos ver a difusão de várias religiões, como o Cristianismo que gerou um grande impacto e uma transformação histórico-cultura.
Podemos ter então um parâmetro geral da história, até este momento era a Antigüidade, a qual termina no séc. IV d.C tendo início à Idade Média, conhecida com idade das trevas. No séc XVII tem início ao Barroco, e entre essas várias fases da história há uma grande evolução científica (e devemos aos filósofos esse mérito de serem a inspiração para o surgimento da ciência.).
A intenção do autor ao escrever esse livro é muito interessante, pois assim as pessoas se aproximam da filosofia através de um romance, podendo perceber o grande valor da filosofia.

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